Ex-dirigentes do Corinthians são denunciados pelo Ministério Público; entenda o caso
Investigação aponta movimentações sem comprovação e pode ter novos desdobramentos envolvendo gestões anteriores
O Ministério Público de São Paulo apresentou, nesta quinta-feira (16), denúncia contra três ex-dirigentes do Corinthians e um ex-funcionário do clube por supostas irregularidades financeiras ocorridas entre 2018 e 2023, período que abrange diferentes gestões administrativas.
De acordo com a Promotoria, o ex-chefe de segurança João Odair de Souza, conhecido como "Caveira", é acusado de apropriação indevida de valores recebidos do clube. As investigações indicam que ele teria movimentado quantias elevadas em dinheiro vivo ao longo de vários anos, sem apresentar documentação que justificasse o destino de grande parte desses recursos. O valor original gira em torno de R$ 3,4 milhões, mas, com correções, pode ultrapassar a casa dos R$ 7 milhões.
Além dele, os ex-dirigentes, antigos responsáveis pelo setor financeiro Matías Romano Ávila, Wesley Melo e o ex-gerente Roberto Gavioli também foram denunciados. Segundo o Ministério Público, eles teriam falhado no dever de fiscalização, permitindo que as movimentações ocorressem sem controle adequado.
Promotoria solicita indenização a ex-dirigentes por danos morais ao clube
A ação pede não apenas a responsabilização criminal dos envolvidos, mas também a devolução dos valores ao clube. No caso dos ex-dirigentes, a Promotoria solicita indenização por danos morais, com cifras que representam parte significativa do prejuízo estimado.
Outro ponto levantado é a solicitação de bloqueio de bens e a quebra de sigilos bancário e fiscal dos denunciados. A medida tem como objetivo aprofundar o rastreamento do dinheiro e identificar possíveis terceiros envolvidos no caso.
Embora os ex-presidentes do Timão Andrés Sanchez e Duilio Monteiro Alves não tenham sido incluídos nesta fase da denúncia, o Ministério Público também informou que as investigações continuam. Há indícios de que parte dos valores investigados era registrada como "adiantamentos" ligados à presidência, o que mantém aberta a possibilidade de novos desdobramentos.
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