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Ex-diretor do Corinthians é direto ao falar sobre Osmar Stabile

28 out 2026 - 22h27
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Resumo
Em manifestação ao MP-SP, o ex-diretor do Corinthians Fábio Soares acusou o presidente Osmar Stabile de centralizar decisões e criticou a gestão do clube. O depoimento integra a investigação sobre o pagamento de R$ 721 mil à empresa Bear Security, suspeita de prestar segurança pessoal à família de Stabile com verba do Timão e sem aval da PF. Denunciado por apropriação indébita, o mandatário pode ser afastado, mas a defesa alega que o serviço visava proteção institucional após ameaças.

O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, tornou-se alvo de duras críticas do ex-diretor administrativo Fábio Soares Souza, que apresentou uma manifestação por escrito ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP). Segundo a ESPN, o documento integra a investigação sobre possíveis irregularidades na contratação da empresa Bear Security Ltda., responsável pela segurança do mandatário.

Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians / Gávea News

Na manifestação, Fábio Soares questionou a forma como as decisões eram tomadas durante sua passagem pela administração corintiana. O ex-dirigente afirmou que havia uma forte centralização de poder nas mãos de Stabile, deixando outros departamentos com pouca autonomia para participar das definições internas.

Ao descrever o funcionamento da gestão, Soares declarou que "o Presidente decidia e os demais cumpriam". Segundo seu relato, setores como Jurídico, Financeiro, Compliance e Diretoria Administrativa atuavam principalmente na execução das determinações presidenciais, sem participação efetiva nas escolhas.

O ex-diretor também procurou afastar sua responsabilidade pela contratação da Bear Security. Ele afirmou que não participou da escolha da prestadora, não negociou valores e não conhecia seus sócios. Conforme sua versão, a empresa já atendia Stabile antes de sua chegada ao cargo administrativo.

As críticas foram além do contrato investigado. Fábio classificou a gestão como "confusa, irresponsável e incapaz de assumir as próprias decisões". Também afirmou ter deixado o clube "pela porta dos fundos" e denunciou um suposto "assassinato de reputação", descrevendo o ambiente interno como um "sistema radioativo".

A investigação conduzida pelo Ministério Público envolve aproximadamente R$ 721 mil pagos pelo Timão à empresa de segurança. A acusação sustenta que os recursos teriam sido utilizados para custear proteção pessoal e familiar de Stabile, além de apontar possível ausência de autorização da Polícia Federal para a atividade.

O promotor Cássio Conserino denunciou o presidente por suspeita de apropriação indébita. O MP-SP também solicita o ressarcimento dos valores envolvidos e o afastamento de Stabile da presidência.

Por sua vez, o Corinthians e Osmar Stabile defendem que a contratação seguiu os procedimentos internos e tinha finalidade institucional, diante de ameaças recebidas pelo dirigente.

Gávea News
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