Corinthians gasta R$ 30 milhões por mês com salários e tenta reduzir despesas
O Corinthians mantém uma folha salarial de R$ 30 milhões mensais, uma das maiores do futebol brasileiro, enquanto enfrenta uma grave crise financeira com dívida bruta de R$ 2,8 bilhões e déficit de R$ 278,7 milhões até julho. Apesar do plano de cortar despesas com pessoal, o clube estourou o orçamento previsto no primeiro semestre em R$ 42,5 milhões. O desafio da diretoria é equilibrar a competitividade esportiva do elenco com a urgência de sanar as contas e conter gastos operacionais.
O Corinthians aparece entre os clubes que mais investem em seus elencos no futebol brasileiro, mas vive uma situação financeira que exige atenção. Mesmo com a intenção de diminuir os gastos, o Timão segue destinando valores elevados ao departamento de futebol, em meio a uma dívida bilionária e à necessidade de equilibrar as contas.
Segundo levantamento publicado pelo ge nesta quarta-feira (14), o clube tem uma folha salarial estimada em R$ 30 milhões por mês. O valor coloca o Corinthians na mesma faixa de Palmeiras e Cruzeiro, atrás apenas do Flamengo, cuja folha é de R$ 37,5 milhões mensais.
A quantia corintiana representa cerca de R$ 360 milhões por ano, considerando 12 meses. Um dos principais nomes desse elenco é Memphis Depay. O atacante holandês renovou contrato com o Corinthians até 2028, com vencimentos estimados em aproximadamente R$ 2 milhões mensais, bem abaixo dos cerca de R$ 6 milhões que recebia anteriormente.
O problema é que o clube ainda encontra dificuldades para cumprir as próprias metas financeiras. De acordo com dados do balancete de julho, o Corinthians gastou R$ 327,4 milhões com pessoal entre janeiro e julho de 2026. O valor ficou R$ 42,5 milhões acima do previsto para o período. A conta inclui salários, direitos de imagem, encargos e benefícios.
A diretoria tinha planejado reduzir os gastos anuais com pessoal no futebol de R$ 435 milhões, em 2025, para R$ 354 milhões em 2026. O pagamento de R$ 32,5 milhões em premiações pelo título da Copa do Brasil de 2025, realizado em janeiro, ajudou a pressionar as despesas no início do ano.
O cenário é ainda mais delicado quando se olha para o resultado geral. O Corinthians acumulou déficit de R$ 278,7 milhões até julho, enquanto a dívida bruta estava na casa dos R$ 2,8 bilhões no fechamento do primeiro semestre.
Os números mostram o desafio do Timão: manter um elenco capaz de disputar títulos sem comprometer ainda mais as finanças. Para alcançar a redução planejada, o clube precisa controlar os gastos com pessoal, aumentar receitas e cumprir as metas de arrecadação com negociações de jogadores.
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