Corinthians fecha acordo com empresário por dívida de R$ 10,2 milhões
Clube não vai recorrer de condenação e crédito será pago de forma parcelada pelo Regime Centralizado de Execuções (RCE)
O Corinthians encerrou uma ação judicial com o empresário Carlos Leite ao aceitar uma condenação de R$ 10,2 milhões, valor ligado a intermediações e direitos de imagem do ex-jogador Felipe Bastos, que será pago via Regime Centralizado de Execuções. O acerto evita custos processuais, mas resolve apenas uma fração dos débitos do clube com o agente, que ainda cobra na Justiça outros R$ 81,1 milhões referentes a negociações de atletas como Cássio, Fagner, Gil e Renato Augusto.
O Corinthians chegou a um entendimento com Carlos Leite para encerrar uma das ações judiciais envolvendo o empresário. O processo terminou após o clube aceitar uma condenação de R$ 10,2 milhões sem apresentar recurso por outro lado. O valor se incluirá no Regime Centralizado de Execuções (RCE), modelo utilizado pelo Timão para organizar pagamentos aos credores.
De acordo com o portal "ge" disputa está relacionada a valores cobrados pela intermediação de Felipe Bastos e por direitos de imagem do ex-jogador. Os representantes de Carlos Leite apresentaram a proposta para uma solução consensual no fim de agosto. Com isso, o Corinthians evita novas despesas com custas e honorários, enquanto o empresário aceita receber o crédito dentro do cronograma estabelecido pela RCE.
Dívida total se aproxima de R$ 100 milhões
O acordo, porém, representa apenas uma parte das pendências entre as partes. O Corinthians ainda registra outros R$ 81,1 milhões em débitos relacionados a empresas ligadas ao empresário. Um dos processos envolve a RC Consultoria & Assessoria Esportiva, com saldo atualizado de R$ 26,5 milhões.
Outra ação está ligada à B&C Consultoria & Assessoria Esportiva e representa R$ 54,6 milhões após atualização com juros, multas e correções. Além disso, os valores abrangem diversas negociações realizadas pelo clube ao longo dos anos. Entre elas estão contratos envolvendo Cássio, Fagner, Camacho, Mateus Vital, Gil, Renato Augusto e outros atletas.
As pendências tiveram origem em um acordo firmado no fim de 2023, durante a gestão de Duilio Monteiro Alves. Na ocasião, o Corinthians pretendia utilizar créditos relacionados à Brax para quitar os compromissos com os empresários. O modelo, porém, não avançou porque a empresa não aceitou participar do contrato como anuente da cessão.
O impasse levou Carlos Leite a buscar a Justiça em 2024 para cobrar os valores. Enquanto isso, uma dívida de R$ 4,1 milhões contraída pelo Corinthians em 2017, durante a gestão Roberto de Andrade, já foi quitada. O empréstimo havia sido firmado com juros mensais de 1,94% e chegou a R$ 8,31 milhões ao fim de 2021.
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