Caixa nega irregularidades em dívida do Corinthians pela Arena
Banco afirma que financiamento e renegociação seguiram legislação; detalhes do contrato estão protegidos por sigilo bancário
A Caixa Econômica Federal negou irregularidades no financiamento da Neo Química Arena com o Corinthians, afirmando que os contratos de 2013 e a renegociação de 2022 seguiram rigorosos controles de governança e a legislação vigente. A declaração responde à abertura de um procedimento pelo Ministério Público de São Paulo para apurar supostas inconsistências na atualização de juros e encargos da dívida do estádio, atualmente estimada pelo clube em R$ 630 milhões. O banco manteve o sigilo da operação.
A Caixa Econômica Federal divulgou nesta quarta-feira (2) um comunicado sobre o financiamento da Neo Química Arena com o Corinthians. O banco afirmou que o contrato segue a legislação vigente e as normas do sistema financeiro.
A manifestação ocorre após o Ministério Público de São Paulo abrir um procedimento administrativo para analisar os valores da dívida. De acordo com a Caixa, tanto o acordo original quanto a renegociação passaram por avaliações técnicas, jurídicas e processos de governança.
Caixa explica contratos do estádio
O financiamento para a construção da Neo Química Arena foi firmado em 2013, com crédito de até R$ 400 milhões. Posteriormente, a dívida passou por uma reestruturação concluída em 2022 durante a gestão de Duílio Monteiro Alves.
A investigação do MP-SP começou após uma denúncia apresentada pelo perito Anísio Castelo Branco. Na análise, apresentou possíveis inconsistências na atualização dos valores, especialmente em juros, multas e encargos.
O procedimento está sob o comando do promotor Cássio Conserino e ainda está em fase de apuração. Enquanto isso, o balancete mais recente do Corinthians registra uma dívida de R$ 630 milhões relacionada à Neo Química Arena.
Em nota, a Caixa afirmou que operações de crédito e seus termos contratuais estão sob sigilo bancário. Nesse sentido, a instituição informou que não pode comentar detalhes específicos do financiamento ou dos valores envolvidos.
De acordo com o banco, o contrato de 2013 e a renegociação de 2022 tiveram acompanhamento técnico e jurídico de ambas as partes. Além disso, a Caixa declarou que os acordos foram submetidos às regras internas de governança e aos controles de compliance.
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