Após tragédia, Ralf lamenta circunstância de retorno à Bolívia
Pela primeira vez desde que Kevin Beltrán Espada morreu na partida entre Corinthians e San José, jogadores do Corinthians retornarão à Bolívia, mas defendendo a Seleção Brasileira. Chateado pela morte do torcedor nas arquibancadas, o volante Ralf admite o desconforto com a circunstância de sua volta ao país visinho.
"Há um lado chato de retornar neste amistoso. Não estava em nossos planos, ainda mais para o Corinthians, que está nas retas finais de Libertadores e Paulista, mas somos profissionais e agradeço a Deus por ser chamado novamente. Só não esperava voltar para lá dessa forma", afirmou o meio-campista, no Aeroporto de Congonhas, antes do embarque para o Rio de Janeiro, onde o elenco se reúne para seguir à Bolívia.
O torcedor do San José foi morto ao ser atingido por um sinalizador, disparado do setor das arquibancadas em que estavam os corintianos. O caso gerou revolta entre os fãs locais naquela partida, mas Ralf não imagina uma pressão maior sobre os jogadores alvinegros que defendem a Seleção.
"Nós estivemos presentes naquele episódio, mas não tivemos culpa de nada. Só fomos para lá com o intuito de fazer nosso bom trabalho e, infelizmente, aconteceu aquilo. Ficamos tristes pelo lado da família", acrescentou.
A CBF deixará toda a renda deste amistoso para a Federação Boliviana de Futebol, que promete repassar uma parte do valor à família de Kevin Beltrán, ainda sem revelar a porcentagem exata.