Antídotos contra a crise: as metas do Corinthians contra o Fluminense
Após eliminação da Libertadores, Timão tem o desafio de evitar pior série de derrotas nos pontos corridos e distanciar-se da zona da degola.
Em crise após a queda na Libertadores e somando cinco derrotas seguidas no Brasileirão, o Corinthians enfrenta o Fluminense na Neo Química Arena para evitar se aproximar do Z-4. Um novo revés igualará o pior recorde do clube nos pontos corridos e fará de 2026 seu pior ano em casa. Pressionado, o técnico Fernando Diniz busca estabilidade antes da Data Fifa, enquanto a torcida cobra a redenção de Memphis Depay, que vive jejum de gols e perdeu pênalti decisivo na eliminação recente.
O Corinthians vive seu pior momento na temporada e busca dar uma resposta à torcida após a eliminação na Libertadores. Neste domingo, às 16h, a equipe recebe o Fluminense, na Neo Química Arena, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro, com uma série de desafios para estancar a sangria. A equipe coleciona números negativos e, em caso de mais um revés, baterá marcas ruins históricas e poderá terminar o fim de semana bem próxima à zona do rebaixamento.
Com cinco derrotas consecutivas no Brasileirão, o Corinthians tem 32 pontos. Antes de a rodada começar, a distância da zona do rebaixamento era de apenas cinco pontos. Caso perca para o Fluminense, o clube irá igualar sua pior série de derrotas na era dos pontos corridos, iniciada em 2003. Há 20 anos, na edição de 2006, o Timão perdeu seguidamente entre as rodadas 7 e 12, sob o comando de Geninho, com o ponto culminante sendo uma derrota de 1 a 0 para o Palmeiras, em clássico disputado no Morumbi.
Agora, o Timão vem de três reveses na Neo Química Arena (Cruzeiro, Santos e Chapecoense) e dois como visitante (Coritiba e Flamengo). Vencer o Fluminense não só dará um freio no péssimo momento como um pouco de tranquilidade, já que a equipe ficará 17 dias sem atuar. Com uma longa parada para a Data Fifa, o compromisso seguinte será apenas em 7 de outubro, contra o Internacional, no Beira-Rio.
"É muito incômodo quando você fala que são cinco derrotas seguidas", declarou Fernando Diniz após jogo contra o Flamengo, na última rodada.
Corinthians tenta evitar o pior ano na Neo Química Arena
A derrota para o Estudiantes por 1 a 0, pelas quartas de final da Libertadores, foi a oitava do Corinthians na Neo Química Arena em 2026 - cinco no Brasileirão, duas na competição internacional e uma no Paulistão. Com isso, igualou a temporada de 2021, que reinava absoluta como a que registrou o maior número de reveses no estádio. Ou seja, caso o Timão perca mais um jogo em Itaquera até o fim do Brasileirão, baterá um recorde negativo em sua casa.
O acúmulo de maus resultados em casa faz a equipe ter a quarta pior campanha como mandante, acima apenas de Remo, Internacional e Chapecoense, com 14 pontos em 14 partidas. Além do Fluminense, o Corinthians fará outros quatro jogos na Neo Química Arena até o fim da temporada, todos pelo Brasileirão (única competição que restou). Os adversário serão Vitória, Mirassol, Botafogo e Grêmio, quarteto de adversários que estão em situação parecida à do Timão na tabela.
Redenção de Memphis Depay é vital para recobrar ânimo
Para dar a volta por cima, o Corinthians confia que Memphis Depay reencontre o bom futebol. Em sua pior temporada desde que chegou ao clube, no ano retrasado, o camisa 10 não faz gol há seis meses (o único na temporada foi em 15 de março, contra o Santos). Contra o Estudiantes, o holandês perdeu pênalti no fim da partida, lance que selou a eliminação e frustrou a expectativa de que o time chegasse a uma semifinal de Libertadores pela primeira vez em 14 anos.
Desde que renovou contrato após um imbróglio que se arrastou por meses, em 18 de agosto, Memphis tem feito atuações modestas. A exceção foi justamente no primeiro ato após a extensão do vínculo, quando deu a assistência para Breno Bidon fazer o gol da vitória sobre o Rosario Central, em Itaquera, nas oitavas de final da Libertadores.
Ausente da primeira convocação do técnico Xavi no comando da Holanda, o jogador recebeu apoio do elenco após desperdiçar o pênalti na quarta-feira. Porém, foi um dos alvos diretos de cobrança da Gaviões da Fiel, principal torcida organizada do clube, em nota publicada após a eliminação. No texto, a entidade falou em "momento de corresponder ao investimento" e chamou a cobrança de "irresponsável e displicente". "Caso contrário, peça para sair", concluiu a uniformizada. No dia seguinte à derrota, seu nome apareceu nas pichações no CT Joaquim Grava.
Resultado para aliviar pressão sobre Diniz e esboçar arrancada
Além dos desafios estatísticos e individuais, o jogo contra o Fluminense será importante para não gerar pressão sobre o técnico Fernando Diniz. Embora tenha sido defendido pelo executivo de futebol, Marcelo Paz, o treinador viu o aproveitamento da equipe no pós-Copa desabar para 35,6% ante os 64,6% do período de seu trabalho antes da parada com praticamente o mesmo número de jogos (15 contra 16). Na sexta-feira (18), integrantes de organizadas foram ao CT e fizeram críticas variadas, incluindo a comissão técnica entre os alvos.
"Para falar do Diniz, temos que falar sobre a história dele no clube. Chegou aqui quando estávamos na 16ª posição, fizemos uma Libertadores decente, mas caímos ontem (quarta). No Brasileiro, tivemos momentos bons e ruins, agora estamos na posição que está", declarou Marcelo Paz, em entrevista coletiva.
Apesar de atualmente a equipe estar envolvida na luta contra o rebaixamento, ainda há a expectativa de emendar uma série de vitórias e mudar a chave para uma alimentar uma remota chance de briga por vaga na próxima Libertadores. O Corinthians irá disputar mais 33 pontos (11 partidas) e está a 13 pontos justamente do quinto colocado Fluminense, último posto que classifica para a competição internacional. Porém, a depender do desfecho de Copa do Brasil, Sul-Americana e da própria Libertadores, o G5 pode transformar-se até mesmo em G8.
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