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Andrés Sanchez: 'Tem o lado ruim, mas o lado bom de ter tempo para treinar'

Presidente minimiza queda precoce do Corinthians na Libertadores e justifica que elenco ainda está em formação para a temporada 2020

13 fev 2020
00h37
atualizado às 10h13
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O presidente do Corinthians Andrés Sanchez elogiou o desempenho da equipe no duelo com o Guaraní e disse que a queda precoce do time na Libertadores não altera em nada o planejamento para a temporada, a não ser o dinheiro que o clube deixará de ganhar na competição, valor estimado em R$ 20 milhões.

"Estamos com um mês e meio de trabalho, não tem como mudar o elenco. Estamos sempre abertos para novas contratações. Mas, como digo, futebol brasileiro está muito caro, uma loucura. Vocês estão vendo times grandes atrasando pagamentos. Outros clubes vão atrasar também. Perdemos um pouco a mão nesse quesito. Eu trouxe o Yony do Benfica, achando que ele ganhava uma fortuna, mas ele está entre os que ganham menos no Corinthians. É difícil, estamos perdendo um pouco a mão, todos têm de ter consciência disso. O planejamento continua, tem o lado ruim de sair da Libertadores, mas o lado bom de que vai ter mais tempo para treinar", declarou.

Andrés deu crédito ao técnico Tiago Nunes, que está reestruturando a equipe. E culpou a queda precoce ao fraco desempenho no Brasileirão do ano passado, quando o time não terminou na zona de classificação para a fase de grupos. "Ano passado não conseguimos chegar entre os cinco e ficamos nessa situação. O time está mudando a metodologia de jogar, isso dificulta. Fizemos um grande jogo, mas, infelizmente, não conseguimos - o Corinthians ganhou de 2 a 1 e precisava de dois gols de diferença. Parabenizar a torcida que, mais uma vez, demonstrou amor e paixão pelo Corinthians. Aplaudiu depois do jogo, só o corintiano faz isso."

Por fim, o presidente reclamou da arbitragem de Néstor Pitana. Para ele, Gil não cometeu falta no lance do gol do Guaraní e a expulsão de Pedrinho foi exagerada. "O Pedrinho escorregou e fez a falta, o árbitro entendeu que era amarelo. No segundo lance ele foi dar uma bicicleta, estava de costas, mas o atleta chegou na frente dele. Pelo critério, o juiz deu o cartão", disse. "Ainda teve a falta do Gil que não foi falta. O argentino, para variar, se confundiu na marcação. O Gil nem encostou no cara. Mas faz parte do futebol", disse.

Estadão
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