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Consórcio Fla-Flu questiona Justiça e tenta barrar Vasco x Boca no Maracanã

A concessionária formada por Flamengo e Fluminense questionou a decisão judicial, apontou riscos ao gramado devido ao calendário de jogos e anunciou que tomará medidas para tentar reverter a autorização.

10 out 2026 - 06h50
(atualizado às 06h50)
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Resumo
O consórcio Fla-Flu recorrerá da decisão judicial que autorizou o Vasco a enfrentar o Boca Juniors no Maracanã, em 20 de outubro. A administração alega que a medida ignora decisões anteriores e laudos técnicos, alertando que a inclusão do jogo resultará em três partidas em cinco dias, o que compromete a conservação do gramado. A liberação, concedida pelo desembargador Marco Antônio Ibrahim, baseou-se em pareceres favoráveis da PM e do Bepe, garantindo a segurança do evento no estádio.
Maracanã será palco de primeiro duelo da final da Copa do Brasil.
Maracanã será palco de primeiro duelo da final da Copa do Brasil.
Foto: Reprodução/Maracanã / Esporte News Mundo

O consórcio responsável pela administração do Maracanã, formado por Flamengo e Fluminense, se posicionou contra a decisão judicial que autorizou o Vasco a enfrentar o Boca Juniors no estádio, no dia 20 de outubro, pela Copa Sul-Americana. Em comunicado oficial, a Fla-Flu Serviços demonstrou insatisfação com o entendimento da Justiça e informou que pretende recorrer da determinação.

A discussão envolve a sequência de partidas programadas para o Maracanã e os impactos que um novo compromisso pode provocar na conservação do gramado. Para o consórcio, a liberação do estádio ao clube cruz-maltino desconsiderou avaliações técnicas apresentadas durante o processo e contrariou decisões judiciais anteriores.

A autorização foi concedida pelo desembargador Marco Antônio Ibrahim, que considerou os pareceres favoráveis à realização do confronto emitidos por órgãos ligados à segurança pública, entre eles a Polícia Militar e o Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (Bepe). A avaliação das autoridades foi determinante para a decisão, diante da possibilidade de realização do evento com segurança no Maracanã.

Na manifestação, a concessionária também levantou questionamentos sobre a condução do processo. Segundo o consórcio, outras seis decisões judiciais haviam sido desfavoráveis ao pedido do Vasco, incluindo um posicionamento recente do relator original do caso. A Fla-Flu Serviços argumenta que não houve alteração relevante nas circunstâncias que justificasse a mudança de entendimento.

Outro ponto destacado foi o intervalo entre os compromissos previstos para o estádio. Entre 11 e 22 de outubro, o Maracanã receberá cinco partidas, incluindo confrontos de Flamengo e Fluminense pelo Campeonato Brasileiro e o duelo do Rubro-Negro contra o Estudiantes. Com a inclusão de Vasco x Boca Juniors, a programação terá três jogos em um período de cinco dias.

A concessionária sustenta que o calendário reduz o tempo disponível para a recuperação e a manutenção do campo, o que poderia comprometer o planejamento operacional do estádio. O consórcio também rebateu qualquer interpretação de que a resistência à realização da partida esteja relacionada a questões pessoais entre a administração do Maracanã e o Vasco.

Ao final do comunicado, a Fla-Flu Serviços afirmou que adotará as medidas judiciais cabíveis para tentar reverter a decisão. Enquanto isso, o Vasco mantém a autorização para receber o Boca Juniors no Maracanã, em confronto marcado para 20 de outubro.

Esporte News Mundo
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