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Fernando Santos
Segunda-feira, 07 Maio de 2001, 17h00
terraesportes@terra.com.br

E o Oscar vai para...


Está para sair o prêmio de MVP, o de melhor jogador da NBA. A eleição é feita por jornalistas que acompanham o campeonato. Os votos foram entregues ao final da temporada regular. Ou seja, o sujeito já foi escolhido, é só uma questão de suspense. É praticamente certo que o título irá para Allen Iverson. Ele tem muitas qualidades para merecer o troféu. Mas não todas.

Iverson carrega o Philadelphia 76ers nas costas. É o cestinha da temporada, algo suficiente para merecer o MVP. Mas é preciso lembrar que o time disputou a grande maioria dos jogos contra adversários, para ser claro, medíocres. A Conferência Leste da atual temporada foi uma das piores dos últimos anos. A ponto de quase classificar equipes para os playoffs com mais derrotas do que vitórias.

Assim, não é surpresa que alguém tenha se destacado. O mesmo aconteceu com Jerry Stackhouse, do Detroit Pistons, outro timinho do lado do Atlântico. Não quero, porém, tirar os méritos de Iverson. Não é qualquer um que termina uma temporada com mais de 31 pontos de média.

Para os amantes das estatísticas, seria interessante conferir qual foi a média de pontos de Iverson contra equipes da Conferência Oeste. Ainda não tive a oportunidade de fazer esse levantamento por conta própria. Prometo tentar em breve. Mas faço aqui uma aposta: deve ser muito menor. Então, a questão é: basta ser o cestinha para ganhar o MVP? Na minha opinião, não. De qualquer forma, Iverson foi um jogador bastante regular durante o campeonato, o que aumenta ainda mais o seu favoritismo. Mas, o que é que conta na NBA? O que todo mundo espera são os playoffs e, por incrível que pareça, a eleição já está concluída antes mesmo das finais.

Se não fosse por uma temporada irregular e que começou até mesmo desacreditada, Shaquille O'Neal seria a barbada para levar o seu segundo MVP. O que ele está jogando, desde o All-Star Game, é algo impressionante. Só para ter uma idéia: no primeiro jogo da semifinal contra o Sacramento Kings, foram 44 pontos, 21 rebotes e sete tocos. Simplesmente fantástico, ainda mais levando em conta que os rebotes e os tocos foram contra um time que tem Chris Webber e Vlade Divac, dois nomes de respeito no garrafão. Sem falar na sua evolução nos lances livres. Um percentual de acerto que passou de 30 a 60%. Uma evolução incrível, durante uma temporada!

O que precisa ficar claro é que o prêmio de MVP deveria abranger vários aspectos do jogo. E, hoje, nenhum jogador se impõe mais na quadra do que Shaq. Ele faz pontos, briga por rebotes, bloqueia arremessos. É fulminante no ataque e na defesa. Ou como ele prefere ser chamado: O Mais Dominante Jogador.

Iverson é realmente bom. O título de MVP não ficará ruim em suas mãos. Mas Shaq é muito melhor.

 

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