No atual momento vivido pela Seleção Brasileira, é difícil escrever sobre
futebol. Lógico que poderíamos divagar ou até irmos mais devagar, falando
de centros esportivos, hoje mais desenvolvidos que o Brasil. Por exemplo, a
greve proposta pelos jogadores da Argentina, porque os clubes estão com
salários atrasados. Ou a greve sugerida pelos futebolistas da Itália que não
concordam com o critério de exame anti-doping.
Nesses países, os jogadores têm muito mais consciência política, esclarecimento, sabem melhor exercer
sua cidadania. Aqui, no Brasil, o furo é mais embaixo. Nem sempre o atleta tem
consciência, quanto mais política. É cada um por si e o resto que se dane. É
o caso de Romário, maior nome do futebol pátrio, no momento. Dizem que outro
dia, pegou o telefone, ligou para Ricardo Teixeira e defendeu o técnico
Emerson Leão. No outro dia, cobrou a conta, deixando claro que no futuro o
seu clube, o Vasco, deve ser a base da Seleção, na próxima
convocação.
Agora é esperar e conferir se sua ordem vai ser cumprida. Nesse
caso, melhor seria o jogador encerrar a carreira e iniciar nova vida como
membro da Comissão Técnica. Seria, inclusive, mais honesto. Além disso, são
pesquisas que surgem e servem mais como curiosidade, do que como base
científica. Umas dizem que Leão não é tão ruim assim e outra afirma que Pelé
deve ser o presidente da CBF, claro, apoiado pela "banda podre do
futebol".
Menos mal que a pesquisa mostra, Sócrates, o mais lúcido dos
ex-jogadores, bem cotado como pré-candidato. Vamos ver se os campeonatos
regionais animam um pouco mais a pasmaceira do nosso futebol. Enquanto isso,
façamos reverência ao lutador Popó, que quase trocou seu título, sua vida,
sua glória, seu dinheiro, por amor a uma mulher. Quase foi nocauteado pelo
mais nobre dos sentimentos. O amor é lindo!