Dez anos depois, Chapecoense volta ao local de tragédia aérea
Com presença do sobrevivente Neto, elenco faz oração no ponto exato da queda em agenda de dez anos da tragédia
Dez anos após a tragédia aérea que deixou 71 mortos na Colômbia, a delegação da Chapecoense visitou o local do acidente, em La Unión, para inaugurar o memorial "Campeões do Céu". A solenidade reuniu moradores, atletas e membros da diretoria, que realizaram uma oração e aplaudiram as vítimas. Um dos momentos mais comoventes foi o reencontro entre o ex-zagueiro Neto, um dos seis sobreviventes da queda, e Sebastian Osório, voluntário que ajudou a resgatá-lo com vida na madrugada do desastre de 2016.
A delegação da Chapecoense retornou ao município de La Unión, na Colômbia, para visitar o ponto exato da tragédia aérea ocorrida no final de 2016. A solenidade marcou a inauguração do memorial "Campeões do Céu", localizado no atual "Cerro Chapecoense", área anteriormente conhecida como Cerro Gordo. Além disso, a cerimônia reuniu atletas, membros da diretoria e moradores locais em um ato solene de recordação às 71 vítimas fatais do acidente.
O momento mais comovente do encontro envolveu o ex-zagueiro Neto, um dos seis sobreviventes do voo. Durante a caminhada pelo morro, o antigo defensor reencontrou o voluntário Sebastian Osório, que participou ativamente das buscas e do socorro médico na madrugada do resgate.
"Primeiro foi inacreditável, porque ele me mostrou uma foto de quando ele me trouxe por aqui, depois de me socorrer. Eu fui o último a ser encontrado, cerca de seis a oito horas depois. Ele estava na foto e me mostrou: 'eu sou esse aqui'", relatou o ex-atleta catarinense.
Emoção do socorrista e homenagem no memorial
Por sua vez, o voluntário colombiano não conteve a comoção ao rever o brasileiro com saúde plena uma década depois da operação na encosta.
"É uma felicidade muito grande. São muitos sentimentos em encontrá-los, porque vendo como ele está hoje, bem, e passar para ele o que me tocou neste dia, nesta noite, é de uma grande alegria", declarou Sebastian Osório ao recordar a madrugada de resgate.
Atualmente, o espaço preserva registros fotográficos, vestígios da aeronave e murais dedicados aos atletas e comissão técnica. Desse modo, o ambiente converteu a encosta da montanha em um ponto de peregrinação e respeito histórico.
"Passa um filme na cabeça quando olhei aquelas fotos e lembrei de tantas coisas boas que a gente passou. A gente só tem que estar aqui e desfrutar, aproveitar o tempo que Deus permitiu a gente permanecer aqui e trazer algo de bom para a humanidade enquanto a gente ainda vive", complementou Neto.
Delegação da Chapecoense realiza oração no local
Logo após os depoimentos, os jogadores e os dirigentes presentes formaram um círculo para uma oração silenciosa no local da colisão. Em seguida, os presentes romperam o momento de introspecção com uma longa salva de palmas em tributo à memória dos profissionais falecidos.
A visitação oficial integra o cronograma comemorativo de dez anos do desastre, marco que será completado no próximo dia 29 de novembro. Na visão da diretoria alviverde, o acolhimento do povo local segue como marco histórico de união.
"Pra nós da Chapecoense é um motivo de muito orgulho, muita alegria poder vir aqui, poder relembrar. É uma homenagem às pessoas que se foram. Celebrar essa amizade que temos com o povo colombiano e principalmente com o pessoal aqui de La Unión e Medellín", afirmou Alex Passos, presidente da Chapecoense.
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