Neymar recebeu liberdade por estar resfriado, diz Dunga
O grande destaque da vitória por 4 a 0 do Brasil sobre o Japão nesta terça-feira, segundo Dunga, acaba de se recuperar de um resfriado. O técnico da Seleção afirmou que o posicionamento do camisa 10 no amistoso foi mais solto e com menos obrigações defensivas justamente porque o jogador ficou doente após a partida contra a Argentina, no último sábado - coincidência ou não, o atacante marcou quatro gols e chegou a 40 com a camisa amarela.
"Após o jogo na China, o Neymar ficou resfriado, então deixamos ele mais livre. Antes ele tinha que atacar e marcar pelo meio. Hoje ele ficou livre para ficar mais perto do gol. Quando assumi, falei que ia contribuir para o Neymar crescer. Ele assumiu bem a questão de ser capitão. E o mais importante é que ele se diverte jogando, não se contenta mesmo com 2 ou 3 no placar. Ele joga na Seleção, mas se estivesse com amigos teria o mesmo entusiasmo. E por esse entusiasmo a cada jogo ele faz algo de diferente", elogiou Dunga.
No sistema sem centroavante fixo implantado pelo treinador, Neymar se reveza bastante com Diego Tardelli entre a função de ser o homem mais adiantado do time e ajudar os meias Oscar e Willian a buscar jogo mais atrás. No primeiro gol, por exemplo, Tardelli é quem está recuado e faz o passe para Neymar sair na cara do gol. Segundo Dunga, a intenção é fazer com que a Seleção tenha mais variantes táticas.
"Tomei muito café com o Arrigo Sacchi (ex-treinador italiano) durante a Copa, falamos do futebol total, li bastante, viajei bastante, observando todas a seleções", disse Dunga. "Hoje começamos com duas linhas de quatro, depois modificamos para 2 volantes e 3 meias, depois losango, depois sem atacante... Jogamos só com um volante no final, o Souza. Gostei de todas, mas principalmente no final, só com jogadores no meio criamos quatro ou cinco oportunidades, foi legal", avaliou.
A Seleção encerra o ano com mais dois amistosos em novembro, contra Turquia e Áustria. Até agora, Dunga venceu os quatro jogos que disputou em sua segunda passagem, contra Colômbia (1 a 0), Equador (1 a 0), Argentina (2 a 0) e Japão (4 a 0).
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