Jornal critica Seleção e questiona desempenho na Copa: "Mais uma marca do que um time?"
The Guardian, da Inglaterra, analisa eliminação do Brasil para a Noruega e classifica atuação como "comum" e "inseguro" no Mundial
O jornal britânico The Guardian fez uma análise dura da eliminação do Brasil para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo. Após a derrota por 2 a 1, o veículo classificou o desempenho brasileiro como "comum" e "inseguro" e levantou a pergunta que dá título ao artigo: "A Seleção é mais uma marca do que um time?".
Na avaliação do jornal, o Brasil ainda ocupa o posto de maior referência do futebol mundial por sua tradição, história e prestígio, mas não consegue transformar esse peso em resultados há vários anos. O texto lembra que o último título da equipe foi a Copa América de 2019 e destaca que, desde então, a Seleção acumulou três eliminações consecutivas sem avançar às fases decisivas da Copa do Mundo.
"A Seleção continua sendo o padrão de excelência do futebol mundial quando se fala em tradição, simpatia global e, claro, história. Mas faz tempo que deixou de corresponder aos próprios padrões de excelência. O título da Copa América de 2019, o primeiro em 12 anos, agora aparece cercado por três eliminações consecutivas antes mesmo das semifinais da Copa do Mundo. E a última vez que o Brasil chegou a uma semifinal também não foi exatamente memorável", disse o texto.
Chuva de críticas
O The Guardian também avaliou que o Brasil apresentou um futebol coletivo apenas regular durante o torneio e adotou uma postura insegura e reativa. Segundo a publicação, a equipe chegou à Copa com um elenco incompleto, sem uma referência no ataque, com um meio-campo de pouca criatividade e jogadores experientes, enquanto outros setores dependeram de atletas ainda sem bagagem suficiente em grandes competições.
"Endrick, aos 19 anos, não estava preparado para esse nível de exigência, e a equipe careceu de um centroavante confiável. O meio-campo dependia de jogadores já veteranos e de uma criatividade limitada", frisou outro trecho do texto.
Por fim, o jornal ainda avaliou que nem o técnico Carlo Ancelotti encontrou soluções para a equipe. De acordo com a publicação, o treinador montou o time para explorar os erros da Noruega. Contudo, o Brasil aproveitou pouco as oportunidades que criou e atuou sem a intensidade necessária.
"A partir deste domingo, haverá quase 1.500 amanhãs até que o Brasil entre em campo para disputar outra Copa do Mundo" finalizou o texto.
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