Felipão admite nó na garganta contra Portugal, mas quer "vingar" Brasil
Luiz Felipe Scolari já sabe que viverá uma situação estranha no amistoso de 10 de setembro contra Portugal, seleção que ele dirigiu entre 2003 e 2008. No entanto, embora ainda nutra um carinho bastante grande pelo país europeu, o treinador nacional tem uma motivação para a partida, que será jogada em Boston, nos Estados Unidos: “vingar” as derrotas que ele mesmo impôs sobre o time verde-amarelo.
Portugal de Felipão enfrentou o Brasil em dois amistosos, em 2003 e em 2007, as duas vezes na Europa. No primeiro amistoso, realizado na Inglaterra, a seleção lusitana venceu por 2 a 1 o time comandado por Carlos Alberto Parreira. Quatro anos depois, em casa, triunfou por 2 a 0 diante da Seleção de Dunga. “Agora temos que ganhar deles”, reconheceu o treinador, apesar do apego pelo povo português.
“Tenho uma ligação muito grande com Portugal, ainda mais agora: um dos meus filhos casou com uma portuguesa. Será um jogo diferente”, admitiu Felipão. “Eu vivia essa situação quando enfrentávamos o Brasil e é um pouco estranho, dava um nó na garganta. Agora parece que é a mesma relação, mesmo eu não sendo português”, reconheceu.
Felipão conseguiu bons resultados à frente de Portugal, alcançando a decisão da Eurocopa de 2004 (perdeu a final, em casa, para a Grécia) e a semifinal da Copa do Mundo de 2006. Ele deixou o cargo após a participação na Euro de 2008, quando caiu também nas quartas de final.
“Pela amizade e pelo carinho que foram mantidos nos últimos anos, depois que eu saí de lá, tem sido um relacionamento espetacular. Será ótimo encontrá-los e enfrentá-los, mas depois viajaremos juntos, conversaremos e seremos amigos como somos até hoje”, concluiu.