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Como liderança do grupo pode valer descanso e estabilidade ao Brasil na Copa

Seleção pode permanecer em Nova Jersey até o fim do Mundial e ganhar mais tempo de recuperação, mas segundo lugar aumentaria o desgaste

22 jun 2026 - 12h08
(atualizado às 12h08)
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Liderar grupo é fundamental para o Brasil na Copa –
Liderar grupo é fundamental para o Brasil na Copa –
Foto: Rafael Ribeiro / CBF / Jogada10

Garantir a liderança do grupo C tornou-se prioridade para a Seleção Brasileira na Copa do Mundo, mas não apenas por questões técnicas. Mais do que evitar adversários teoricamente mais fortes, terminar na primeira colocação representa uma vantagem logística importante, permitindo ao Brasil manter sua estrutura em Nova Jersey. Além disso, contará com períodos maiores de descanso e preparação nas fases eliminatórias.

Se confirmar a ponta da chave, atualmente ocupada pelo Brasil devido ao saldo de gols superior ao de Marrocos, a equipe seguirá treinando no CT Columbia Park até o encerramento do torneio. O moderno centro de treinamento do New York Red Bulls serve de base para a delegação desde a chegada aos Estados Unidos, há cerca de três semanas. Além disso, a hospedagem também permaneceria no mesmo hotel adaptado pela CBF para atender jogadores e funcionários.

Liderar grupo é fundamental para o Brasil na Copa –
Liderar grupo é fundamental para o Brasil na Copa –
Foto: Rafael Ribeiro / CBF / Jogada10

O que acontece se o Brasil passar em segundo?

O cenário muda significativamente em caso de classificação em segundo lugar. Nesse caso, a Seleção precisaria deixar sua atual base e iniciar uma rotina itinerante, com deslocamentos constantes e até uma viagem ao México. A avaliação interna da CBF é de que não compensaria retornar a Nova Jersey após cada compromisso, o que obrigaria a equipe a se hospedar e treinar nas cidades onde disputasse as partidas.

A diferença também aparece na distribuição dos dias de descanso. Caso avance em primeiro, o Brasil teria seis dias de intervalo antes das oitavas de final e das quartas de final, período considerado valioso para recuperação física e ajustes táticos. Em contrapartida, teria apenas quatro dias entre semifinal e decisão. Se terminar em segundo, o intervalo seria uniforme, com cinco dias entre todas as fases. Ainda assim, o total de tempo disponível até uma eventual final seria o mesmo: 20 dias.

Pelo caminho do primeiro lugar, a Seleção disputaria a segunda fase em Houston, no dia 29 de junho, antes de atuar em Nova Jersey nas oitavas, em Miami nas quartas e em Atlanta na semifinal. Já o segundo colocado do grupo jogaria em Monterrey, seguiria para Houston, depois Boston e, por fim, Dallas.

Sem querer ser surpreendida por qualquer cenário, a CBF se antecipou. Meses atrás, enviou equipes de logística, fisiologia e até um chef de cozinha para todas as cidades que podem receber a Seleção durante o mata-mata. O objetivo foi conhecer instalações, planejar deslocamentos e minimizar possíveis imprevistos.

Brasil e Marrocos somam quatro pontos no grupo C, enquanto a Escócia aparece com três. O Haiti, sem pontuar, já está eliminado. Assim, a definição da chave pode depender dos critérios de desempate, como confronto direto, saldo de gols, gols marcados e número de cartões.

A Seleção enfrenta a Escócia na quarta-feira (24/6), às 19h (de Brasília), em Miami, no mesmo horário em que Marrocos encara o Haiti, em Atlanta.

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Jogada10
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