Opinião: Neymar é o último gênio da Seleção Brasileira e deixará coroa de Pelé sem dono após 68 anos
Brasil ainda é muito dependente do seu polêmico craque e deve viver entressafra no próximo ciclo
Neymar não atua no alto nível há quatro anos. Durante esses 1461 dias, o debate, muitas vezes, foi sobre como a Seleção Brasileira poderia deixar de ser Neymardependente e, em outras tantas, como a equipe deveria abrir mão do seu maior craque nos últimos 16 anos.
- Você já nos segue nas redes sociais? O Terra Esportes está presente no Tiktok, no Youtube e no Instagram. Tudo para te manter informado de um jeito diferente e divertido. Siga nosso perfil, curta e compartilhe!
Porém, a verdade é o único jogador brasileiro na prateleira de gênios é Neymar. O corpo não acompanha mais o pensamento rápido, é verdade, mas só ele é capaz de fazer o adversário ainda respeitar o Brasil, mesmo que esteja longe do 100%.
Sabe a entrevista de Michael Olise em que o francês não apontou nenhum craque do Brasil? Essa deve ser a triste realidade para 2030. Pela primeira vez, o Brasil não terá ninguém sentado à mesa dos supercraques.
Você pode estar se perguntando sobre Vini Jr., Endrick e Estêvão. O trio é muito talentoso. O camisa 7 já assumiu maior protagonismo e tem carregado a Seleção nos Estados Unidos. Muita gente não lembra, mas foi eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa. Mesmo assim, não é apontado pelos rivais com admiração.
Além disso, Vini agora vive o desafio de dividir os holofotes do Real Madrid com Mbappé. Ele tem apenas mais um ano de contrato com o clube espanhol. Se resolver mudar de ares e tiver sucesso, pode escalar um degrau, ganhar mais respeito no mundo do futebol e um reconhecimento que ele já merece.
Outra promessa brasileira que terá dificuldade de brilhar nos próximos anos é Endrick. Ele vai voltar ao Real após o sucesso do empréstimo ao Lyon, da França. Só que ele não volta para o começo da fila. Ele tem Mbappé e o próprio Vini na sua frente, fora as contratações galácticas do presidente Florentino Pérez, que apresenta um nome novo a cada dia após quase perder a reeleição.
E Estêvão, que era o grande nome da era Ancelotti até se machucar, ainda tem muito o que provar no Chelsea. A cria da Academia está longe de ser titular indiscutível do time londrino e sofre com excesso de lesões musculares, o que pode colocar em xeque a sua evolução, e ainda joga em um time que vem há anos bagunçado institucionalmente.
O futuro sem Neymar é com grandes jogadores, mas sem nenhum nome indiscutível pela primeira vez desde o aparecimento de Pelé. O Brasil sempre teve candidatos a herdeiros a coroa do Rei. Dessa vez, a Seleção parece que disputa a sua última Copa como monarquia.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.