Script = https://s1.trrsf.com/update-1779108912/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Logo do Seleção Brasileira

Seleção Brasileira

Favoritar Time
Publicidade

Como foi o Brasil na Copa do Mundo de 1990

Seleção chegou com expectativas após quebrar jejum de títulos, mas passou por crise na preparação e eliminação com polêmicas

2 jun 2026 - 07h37
(atualizado às 07h37)
Compartilhar
Exibir comentários
Seleção parou na Argentina de Maradona –
Seleção parou na Argentina de Maradona –
Foto: Divulgação/FIFA / Jogada10

Após as críticas na eliminação em 86, o Brasil chegou com uma renovação em seu elenco para a Copa do Mundo de 1990. A Seleção chegou empolgada com o fim do jejum continental, mas passou por uma crise às vésperas do Mundial e terminou com uma eliminação na primeira fase de mata-mata.

Quem assumiu o comando da Seleção após a Copa de 86 foi Carlos Alberto Silva. O treinador conquistou a medalha de ouro no Pan-Americano de 87 e a medalha de prata nas Olimpíadas de 88. Porém, a campanha na Copa América, com eliminação na fase de grupos após uma goleada de 4 a 0 para o Chile. Com a chegada de Ricardo Teixeira na CBF, Sebastião Lazaroni assumiu o cargo, uma vez que Carlos Alberto Parreira não conseguiu deixar a Árabia Saudita, onde estava trabalhando.

Em 1989, jogando em casa, o Brasil enfim venceu a Copa América, fechando um jejum de 40 anos sem título na competição e 19 sem nenhuma conquista. Já nas Eliminatórias, goleadas contra a Venezuela e empate em Santiago contra o Chile. No jogo decisivo no Maracanã, a Seleção vencia por 1 a 0, quando o goleiro Rojas simulou ter sido atingido por um sinalizador. Contudo, após a comprovação da farsa, os chilenos foram excluídos da qualificatória e o Brasil ficou com a vaga.

A convocação para a Itália contava com diversos jogadores que estiveram nas Olimpíadas de 88, como Taffarel, Jorginho, Romário e Bebeto. Por outro lado, havia apenas seis remanescentes de 86: Branco, Alemão, Silas, Mauro Galvão, Careca e Müller.

Apesar da boa expectativa, a Seleção passou por uma crise quando chegou à Itália. Afinal, em um amistoso preparatório contra a seleção da região da Úmbria, com jogadores da terceira divisão italiana, o Brasil perdeu por 1 a 0, em um resultado tratado como vexame pela imprensa.

Fase de grupos e crise da premiação

Na estreia, o Brasil encarou a Suécia e venceu sem muito brilho. Branco deu bom passe para Carece, que driblou o goleiro e abriu o placar. No segundo tempo, Müller cruzou e Careca fez o segundo. Por fim, na reta final, Brolin recebeu no meio da área, tirou da marcação e descontou. No segundo confronto, vitória magra contra a Costa Rica, com gol de Müller, em chute desviado após cobrança de lateral.

Por fim, na última rodada, a Seleção bateu a Escócia. Alemão arriscou de fora da área, o goleiro deu rebote, Careca disputou a bola com o goleiro e sobrou para Müller marcar. Apesar do 100% de aproveitamento, o Brasil recebeu muitas críticas pelas atuações na primeira fase.

Além disso, a Seleção ainda passou por uma nova crise. Inicialmente, a CBF havia fechado um patrocínio de três milhões de dólares com a Pepsi, na qual os jogadores teriam direito a 20%. Entretanto, uma fonte interna descobriu que o valor do contrato era maior, que fez os atletas protestarem, tapando o escudo da entidade com as mãos. Outra crise aconteceu por conta das premiações, que não eram divididas com a comissão técnica, que também causou incômodo.

Seleção parou na Argentina de Maradona –
Seleção parou na Argentina de Maradona –
Foto: Divulgação/FIFA / Jogada10

Eliminação nas oitavas

Logo de cara, o Brasil teria que encarar a atual campeã mundial, Argentina, nas oitavas de final. O clássico marcado pelo caso da "água batizada". Afinal, o treinador Carlos Bilardo pediu para o massagista encher uma garrafa com soníferos e oferecer a jogadores brasileiros. Branco tomou e chegou a se sentir mal durante o jogo, alegando que ficou "doidão", anos depois.

Em campo, Maradona fez a diferença na reta final de jogo. O craque fez uma boa jogada no meio, passou por Alemão e Dunga, e tocou para Cannigia, que driblou Taffarel para marcar. Contudo, cinco minutos depois, Ricardo Gomes foi expulso e sacramentou a eliminação brasileira.

A queda trouxe o surgimento do termo "Era Dunga", por conta do jogo defensivo da equipe. Por outro lado, a Argentina seguiu até a final, mas perdeu o título para a Alemanha Ocidental, que deu o troco de 86. Por fim, o Brasil ficou na nona colocação geral, com três vitórias e uma derrota, quatro gols marcados e dois sofridos. Careca e Müller, com dois gols cada, terminaram como os artilheiros do time.

Jogadores convocados

Goleiros:

Taffarel - Internacional

Acácio - Vasco

Zé Carlos - Flamengo

Laterais

Jorginho - Bayer Leverkusen (ALE)

Branco - Porto (POR)

Mazinho - Vasco

Zagueiros

Ricardo Gomes - Benfica (POR)

Mozer - Olympique de Marselha (FRA)

Aldair - Benfica (POR)

Ricardo Rocha - São Paulo

Mauro Galvão - Botafogo

Meias:

Dunga - Fiorentina (ITA)

Alemão - Napoli (ITA)

Bismarck - Vasco

Valdo - Benfica (POR)

Silas - Sporting (POR)

Tita - Vasco

Atacantes:

Careca - Napoli (ITA)

Romário - PSV (HOL)

Müller - Torino (ITA)

Bebeto - Vasco

Renato Gaúcho - Flamengo

Edivaldo - Atlético Mineiro

Ficha técnica

Campeão: Alemanha Ocidental

Vice-campeã: Argentina

Final: Argentina 0 x 1 Alemanha Ocidental

Artilheiros: Salvatore Schillaci (Itália)  - seis gols

Colocação do Brasil: 9º lugar (eliminado nas oitavas de final)

Artilheiros do Brasil: Müller e Careca - dois gols

Resultados do Brasil: Brasil 2 x 1 Suécia | Brasil 1 x 0 Costa Rica | Brasil 1 x 0 Escócia | Brasil 0 x 1 Argentina

Siga nosso conteúdo nas redes sociais: Bluesky, Threads, Twitter, Instagram e Facebook.

Jogada10
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra