Textor guarda bandeira branca e reabre fogo contra o social
Empresário norte-americano abandona tom conciliador ao rebater nota da SAF Botafogo. Trégua durou somente algumas poucas horas
Após um breve aceno de paz, John Textor retomou os ataques contra o clube social do Botafogo e seu presidente, João Paulo Magalhães. O atrito reacendeu após o associativo acusar o empresário de gerar instabilidade na transição da SAF para a GDA Luma, em meio a disputas na Justiça britânica. Textor rebateu afirmando que a gestão atual prejudica o clube ao travar investimentos. O associativo, hoje com 51% das ações após afastar Textor do poder, busca vender 90% do futebol para a GDA.
O diálogo proposto por John Textor ao associativo do Botafogo durou apenas algumas horas. Afinal, ainda nesta quarta-feira (10), logo após adotar um tom mais conciliador, o Godfather reabriu fogo contra o social alvinegro nesta renhida batalha de narrativas.
O empresário norte-americano, na verdade, não gostou da forma pela qual o Botafogo se pronunciou após a Suprema Corte do Reino Unido impedir a Eagle Bidco, empresa do magnata, de vender as ações da SAF. O futebol do Glorioso havia mencionado, em nota, que Textor estaria tentando causar instabilidade no processo da transição para a GDA e afirmado que as questões societárias são de competência da Justiça brasileira.
JP é o alvo de Textor
Textor guardou, portanto, a sua bandeira branca e logo rebateu o documento da SAF Botafogo. Ele concentrou, então, parte da artilharia no presidente do associativo, João Paulo Magalhães.
"O clube social agora fala sobre instabilidade? Isso seria engraçado, se não fosse tão prejudicial para o clube. Por dez meses, Magalhães empurrou, assim, o clube contra a parede. Ele se recusou a assinar documentos para trazer dinheiro saudável, dizendo que não podia agir contra as claras autoridades estabelecidas no Reino Unido. Agora que a corte do Reino Unido apoia Textor, o clube social diz que tudo se resume aos juízes amigáveis do Rio? O capital e os sócios que trago são a verdadeira definição de estabilidade", escreveu Textor.
Ao acionar o bônus de subscrição por fraude alegada no aporte de John Textor, o clube social do Botafogo, hoje sócio majoritário, passou a ficar com 51% das ações contra 49% da Eagle Bidco.
O Godfather, aliás, esteve à frente da gestão da SAF do Botafogo de março de 2022 a abril de 2026, quando um tribunal arbitral o apeou do poder. O futebol do Botafogo, por sua vez, aguarda os trâmites legais para ficar nas mãos da GDA Luma, que comprará 90% das ações. A empresa é especialista na recuperação de "ativos podres".
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