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Textor acusa associativo do Botafogo de traição e apoia ofertas de Kia e Marinakis

John Textor afirma que ainda é dono do Botafogo e se sente traído pelo associativo: "Eles não têm o direito de fazer isso".

3 jun 2026 - 15h33
(atualizado às 15h33)
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Foto: Wagner Meier/Getty Images / Esporte News Mundo

John Textor concedeu entrevista coletiva nesta quarta-feira (3), em um hotel no Rio de Janeiro. Afastado do comando do Botafogo, o empresário acusou o clube associativo de traição. Enquanto Eduardo Iglesias, diretor da SAF, busca um novo investidor, Textor disse que ainda é o legítimo proprietário do Fogão. Portanto, negociar o Glorioso para outra empresa seria 'algo inválido'.

"O fato é: eu sou o dono de 90% das ações. Vai ser altamente disputado entre mim e Eagle Bidco. Mas a Eagle não tem o direito de vender ações que eu sou dono. Se eles fizerem isso, o comprador tem que estar consciente de que está comprando algo inválido. Mas deixa eu dizer quem não tem esse direito também. Um dia, vai haver a resolução de John Textor tem o direito das ações ou se a Eagle vai fazer o impossível e convencer o júri de que o documento diz o que o documento não diz. Mas um grupo (de acionistas) que não tem o direito de fazer isso (vender as ações) é o associativo. Nós temos essa crença de que o associativo pode fazer o que quiser, porque nós crescemos com ele, eles administram o clube. Mas eles tomaram a decisão, pelas leis que regem esse país, de ter 10% das ações. Eles não têm o direito de fazer isso. Fizeram um acordo com a GDA, eles me traíram, traíram o Durcesio, disseram a nós que outra coisa estava acontecendo. Eu acredito em tudo que estão falando e, agora, dizem que eles vão negociar para comprar as ações. Bem, vamos ver. Eles não são os donos, eu sou. O clube social tem que se responsabilizar pelo que tá acontecendo. O clube social quer ego, poder, quer o clube deles de volta", declarou o americano John Textor.

Textor deixou o Botafogo em abril, a decisão foi do Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que afirmou que o americano "tinha o potencial de causar danos irreparáveis aos acionistas e a toda a comunidade de torcedores do Botafogo".

A gestão de Textor rendeu dívidas exorbitantes ao Botafogo, que tem cinco transfer bans para resolver até a próxima janela de transferências. O empresário negou ter feito uma nova oferta para comprar novamente a SAF do Botafogo e apoiou Kia Joorabchian e Evangelos Marinakis como possíveis investidores.

"O Kia, em particular, se tornou uma pessoa de sucesso bem além do futebol. Com relações fora do futebol e que eu acho que podem ser aproveitadas no futebol. Então, o Corinthians e o Kia hoje tiveram uma incrível evolução. Eu mesmo conheci algumas das pessoas mais incríveis através da Kia. Ele não só está conectado a muitas pessoas no futebol, mas tem acesso aos melhores atletas do mundo", argumentou Textor.

"O Marinakis é uma força conhecida. Ele teve sucesso em negócios de transporte e em negócios de mídia. E o que ele mais ama é futebol. Eu disse a ele: "olha, eu amo este clube. Eu sempre quis fazer parte dele, mas quero o que é melhor para o clube. Se vocês quiserem entrar e se juntar a mim, ótimo. Se quiser comprá-lo para si mesmo, eu ajudo na transição para o tipo de negócio que eu sei que você pode trazer, isso é ótimo." Essa é uma conversa que ainda não tivemos. Estou curioso para que façamos nossa própria oferta independente. Porque eu sabia que tinha esse velho presidente raivoso que, você sabe, poderia fazer qualquer coisa imaginável para me impedir de ficar. Então, eu simplesmente não queria que eu mesmo, John Textor, atrapalhasse o que é o investimento mais saudável que temos em mãos", acrescentou.

O Botafogo também tem propostas da GDA Luma Capital e da Mastercom pelo controle da SAF. Os projetos apresentados envolvem diferentes modelos de investimento, reestruturação financeira e planejamento esportivo.

A proposta considerada mais robusta nos bastidores é a da GDA Luma, liderada pelo executivo mexicano Gabriel de Alba. O grupo apresentou uma oferta de US$ 105 milhões, aproximadamente R$ 531 milhões na cotação atual. Parte do valor envolve a renegociação e abatimento de dívidas existentes do clube.

Esporte News Mundo
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