Já passou da hora de o Botafogo se levantar
Botafogo volta ao anfiteatro do Maracanã por uma vitória que simbolize a frase estendida em uma das tribunas do Estádio Nilton Santos
Após a vexatória eliminação na Sul-Americana e em meio a turbulências internas na SAF, o Botafogo busca reação urgente no clássico de domingo pelo Brasileirão. Sob o comando do interino Rodrigo Bellão e pressionado pela demora da diretoria em contratar um novo técnico, o Glorioso vê no confronto decisivo a chance de reverter a crise e encerrar um incômodo jejum de dois anos sem vencer seu arquirrival no Maracanã.
O tempo não tardou a mostrar ao Botafogo o tamanho do vexame nas oitavas de final desta edição da Copa Sul-Americana. O fraquíssimo Cienciano passou pelo Glorioso com um placar agregado de 6 a 2 e logo depois levou um categórico 5 a 1 para o inexpressivo Sport Boys Association, pelo Campeonato Peruano, no último fim de semana. Estes dois times andinos brigariam abraçados contra o rebaixamento na Série B do Campeonato Brasileiro. O Mais Tradicional atrelou o nome a este desastre esportivo e ainda não se levantou. Já passou da hora de o time apresentar uma resposta. Nada melhor, portanto, que no clássico deste domingo (30), contra o arquirrival, no anfiteatro do Maracanã, às 16h (horário de Brasília), pelo Brasileirão, único torneio para minimizar os estragos de um ano turbulento na história do Alvinegro e na era SAF.
A tribuna Leste Inferior do Estádio Nilton Santos sentencia em letras garrafais: "O Botafogo sempre se levanta". Questionado, na última segunda-feira (24), pela equipe de reportagem do Jogada10 sobre o impacto da frase da faixa, o técnico interino Rodrigo Bellão assegurou, então, que a equipe já estava quase de pé, mesmo após a derrota para o Paranense por 3 a 2, no Engenho de Dentro.
"Já está em processo de se levantar. Vejo o time criando chances. Então, a gente precisa continuar buscando algumas atitudes, não é? Aliás, na verdade, atitude não faltou à equipe. Faltam alguns ajustes para que a gente consiga equilibrar para o resultado começar a acontecer. Acho que estamos muito perto de conseguir. Não é o desempenho, acho que é o resultado", justificou o técnico, que será avaliado pela diretoria após o encontro com o inominável, neste fim de semana.
As últimas semanas foram duríssimas, com ingerência do social sobre o futebol do Botafogo, facção com acesso aos corredores do Colosso do Subúrbio, lances bizarros e arbitragens prejudicando o time. Sensação de aterrisar nos anos 90. Preocupa também a falta de urgência do clube para procurar um treinador e o risco de queimar Bellão, profissional ideal para captação de ativos nas categorias de base e o melhor que passou pelas inferiores nas últimas décadas. Fernando Would Make, em sua coluna no J10, chama a atenção para este perigo. O Glorioso aliviou a folha salarial com as saídas de Tucu, Neto, Ramos, Martins, entre outros. Poderia, assim, ir mais cedo ao mercado. Afinal, são quase dez dias da demissão de Franclim Carvalho.
A probabilidade de uma vitória sobre o arquirrival é quase mínima. Se há, porém, alguém a desafiar a lógica e a portar-se como o inimigo das obviedades, este clube é o Botafogo de Futebol e Regatas. Este sentimento levará, enfim, os escolhidos a calar o anfiteatro do adversário no próximo clássico. O Glorioso também briga para evitar outra marca negativa: a de passar dois anos consecutivos sem triunfar sobre o rival do Aterro (seis embates até agora). Seria algo inadmissível para uma instituição do tamanho do Alvinegro.
*Esta coluna não reflete, necessariamente, a opinião do Jogada10.
Siga nosso conteúdo nas redes sociais: Bluesky, Threads, Twitter, Instagram e Facebook.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.