Botafogo se prepara para adequar plantel à exigência de menos estrangeiros
Glorioso vê a redução como uma oportunidade de valorizar os pratas da casa e já se movimentava antes da votação dos clubes da Série A e B
Com voto favorável do Botafogo, os clubes aprovaram a redução gradual de estrangeiros por jogo em torneios da CBF, caindo para oito na próxima temporada até chegar a cinco em 2030. Atualmente no limite de nove atletas de fora, o clube já iniciou reformulações no elenco e planeja mudar sua postura no mercado. A diretoria alvinegra avalia a nova diretriz de forma positiva e pretende aproveitar a limitação para abrir espaço, equilibrar o plantel e valorizar os jovens talentos de suas categorias de base.
Com voto a favor do Botafogo, os clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro aprovaram, na última segunda-feira (21), a redução gradual do número de jogadores estrangeiros permitidos por partidas em competições organizadas pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Com número elevado de gringos, o Glorioso se posiciona no limite do regulamento atual (nove por embates). A pauta, assim, estará no planejamento dos próximos anos e modificará a forma com a qual o clube ataca a janela de mercado.
A quantidade de estrangeiros cairá para oito na próxima temporada. Até 2030, a CBF prevê somente cinco atletas fora do país por clubes a cada partida. O Botafogo, por sinal, já começou a se mexer antes da aprovação, abrindo mão de alguns gringos do elenco. Na última janela, por exemplo, saíram os zagueiros Barboza (Palmeiras) e Bastos (Fortaleza), o meia-atacante Santi (Columbus Crew), o atacante Tucu (Estudiantes) e o centroavante Ramos (Real Oviedo).
O Botafogo ficou com Ponte (lateral-direito, Uruguai), Ferraresi (zagueiro, Venezuela), Domingos (volante, Angola), Medina (volante, Argentina), Montoro (meia, Argentina), Ziyech (atacante, Marrocos), Villalba (atacante, Uruguai), Barrera (atacante, Colômbia) e Kadir (centroavante, Panamá).
Além dos nove estrangeiros do elenco atual, o Botafogo ainda trabalha com o zagueiro Monzón, futebolista criado no Uruguai e com dupla cidadania. Ele não entra na conta por nascer no Brasil. Quem também não figura nesta lista são o goleiro Loor (Equador) e o lateral-esquerdo Hernández (Colômbia), dois nomes que, aliás, foram alocados para o time sub-20.
A base do Botafogo vem forte!
O Mais Tradicional vê a redução com bons olhos e com uma oportunidade de valorizar os pratas da casa. Esta é a linha de pensamento do diretor de futebol do Botafogo, Léo Coelho.
"A gente já vem planificando internamente. Obviamente, a gente abre espaço para que as nossas categorias de base sejam potencializadas. Então, a gente busca um equilíbrio. Sabemos que, nos próximos anos, a diminuição ainda vai ser um pouco mais acirrada. Vamos partir de oito jogadores estrangeiros em 2027, até o limite de cinco em 2030. A ideia é que a gente fortaleça ainda mais a nossa base", colocou o dirigrnte.
Por falar nas divisões inferiores e no simbolismo dos crias da base para a instituição, a utilização das Joias do Bairro no time principal é algo que acontece com certa frequência nesta temporada. O volante Huguinho, por exemplo, é titular absoluto. O zagueiro Justino, o atacante Toledo e o centroavante Emanuel também tiveram algum destaque na equipe alvinegra.
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