Botafogo assina contrato e avança por novo comando da SAF
Clube formaliza acordo vinculante com grupo interessado na compra da SAF e vê mudança de controle cada vez mais próxima
O Botafogo deu mais um passo importante no processo de mudança de comando da SAF. Nesta sexta-feira (5), o clube associativo e a Sociedade Anônima do Futebol assinaram o contrato vinculante com a GDA Luma, grupo que negocia a aquisição de 90% das ações da SAF alvinegra.
Com a assinatura do documento, a operação avança para etapas consideradas decisivas. Entre os próximos passos estão a definição de valores relacionados às dívidas do Lyon dentro do sistema de caixa único, a transferência das ações atualmente ligadas à Eagle Football e a conclusão dos trâmites jurídicos necessários para a formalização do negócio.
Segundo informações do Canal do Manel, a proposta apresentada pela GDA Luma gira em torno de 105 milhões de dólares, além de considerar o empréstimo realizado ao clube no início da temporada, quando John Textor ainda estava à frente da operação. Internamente, existe expectativa pela realização de um aporte financeiro nos próximos meses para aliviar o cenário econômico do clube.
Quem é o grupo interessado na SAF?
A GDA Luma tem como principal nome o empresário Gabriel de Alba, especialista em processos de recuperação e reestruturação de empresas em dificuldades financeiras.
O investidor ganhou notoriedade por atuar em operações envolvendo grandes companhias em crise, adquirindo dívidas com desconto e participando diretamente da reorganização dos negócios. Entre os casos mais conhecidos estão a recuperação da antiga Pacific Rubiales, posteriormente transformada na Frontera Energy, e a aquisição do controle do Cirque du Soleil durante seu processo de reestruturação.
Situação de Textor segue indefinida
Enquanto a negociação avança, John Textor segue travando uma disputa judicial relacionada ao controle das ações da SAF.
O empresário entrou recentemente com uma ação nos Estados Unidos alegando que a transferência das ações para a Eagle Football não teria sido concluída de forma válida em 2022. Segundo a argumentação apresentada, ele teria direito a receber cerca de R$ 150 milhões pela operação e busca o reconhecimento da nulidade do acordo.
Apesar do cenário jurídico, o Botafogo mantém otimismo sobre a conclusão da venda e trabalha com a expectativa de resolver todas as pendências antes da retomada do calendário do futebol brasileiro.
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