Davide Ancelotti revela os motivos pelos quais saiu do Botafogo
"Cinco meses lá são como dois anos na Europa", relembra o jovem treinador italiano
Ao fim de 2025, Davide Ancelotti deixou o Botafogo e escreveu uma mensagem de despedida em uma rede social. Muita gente não entendeu nada. Afinal, o clube carioca tinha a intenção de mantê-lo até o fim de 2026, desejo que o jovem treinador italiano também expressou em sua última entrevista coletiva no ano passado. Neste fim de semana, pela primeira vez, ele detalhou algumas razões para tomar outro caminho.
As coisas mudaram no balanço das horas. O Botafogo queria Davide Ancelotti, mas pretendia demitir o preparador físico Luca Guerra, apelidado, carinhosamente, pelos detratores, como "Açougueiro do Lonier". Ancelottinho bateu o pé e exigiu a permanência de todos os membros da comissão técnica.
Neste sábado (25), o técnico, enfim, explicou também outras razões pelas quais deixou o Mais Tradicional: a principal delas atende pelo nome de John Charles Textor, ex-sócio majoritário da SAF do Alvinegro.
"Cinco meses lá são como dois anos na Europa. As pessoas não entenderam se eu tinha sido demitido ou não. Mas, na verdade, depois de cinco meses, não havia mais presidente, porque John Textor estava de saída. Eu não tinha mais nenhuma indicação sobre o que aconteceria dali para frente, então decidi pedir demissão. Eles não me demitiram, porque nem havia um presidente para fazer isso", colocou Ancelottinho.
"Fiquei muito sozinho", afirma ex-técnico do Botafogo
À frente do escrete alvinegro, Davide obteve 14 vitórias, 11 empates e sete derrotas. Com ele, o Botafogo caiu nas quartas de final da Copa do Brasil e nas oitavas da Libertadores. Em contrapartida, ele recolocou a Estrela Solitária na Libertadores, terceira participação seguida do quadro carioca no torneio internacional.
"A experiência foi boa porque, apesar de todas as dificuldades, das saídas e das lesões, tivemos bons resultados. Mas as expectativas eram grandes demais em relação a um cenário que havia mudado completamente. John Textor confiou em mim, e eu sempre serei grato por isso. Mas, depois, houve muitos conflitos, e eu fiquei muito sozinho", contou, em recente entrevista ao jornal "L'Équipe".
Após o Botafogo, Ancelottinho voltou para a Seleção Brasileira para trabalhar como auxiliar-técnico do pai, Carlo Ancelotti. Agora, porém, ele retoma a carreira solo no Lille, da França.
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