Atormentado em Cusco, Botafogo é humilhado pelo Cienciano
Feio demais! Com desempenho bisonho, Glorioso protagoniza um papelão no jogo de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana
É claro que o Botafogo vai se escorar na altitude de 3.400 metros de Cusco e em um erro grotesco da arbitragem, do soprador ao VAR, em um dos gols. Mas estes argumentos caem por terra diante do péssimo planejamento da comissão técnica de Franclim Carvalho, que optou por subir o morro apenas horas antes de a bola rolar, e do desempenho patético dos alvinegros. Humilhado, o Glorioso volta para o Rio de Janeiro praticamente eliminado após tomar 6 a 1 do limitado Cienciano (PER), nesta quinta-feira (13), no Estádio Inca Garcilaso de la Vega, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana.
O Mais Tradicional precisa, agora, golear o Cienciano por seis gols de vantagem para seguir vivo no sonho pelo bicampeonato. A segunda volta será no Estádio Nilton Santos, na próxima quinta-feira (20). Quem passa, aliás, encontra Tigre (ARG) ou City Torque (URU) nas quartas da Sula.
"É para morrer em campo"
Durante a pausa para hidratação, o técnico do Cienciano fez um pedido aos seus jogadores: "É para morrer em campo", cobrando uma pressão na saída de bola do adversário. De fato, o Glorioso não viu a cor da bola. Succar, de cabeça, abriu o placar. Bandieira, sozinho, ampliou, mas o gol poderia ser creditado ao cego Franklin Congo (EQU), operador do VAR que não viu um toque claro de mão. Em seguida, quem resolveu dar uma mãozinha foi o goleiro Warleson, que entregou a bola nos pés de Succer e sequer esboçou reação no disparo do centroavante do Cienciano. Martinich, na sequência, acertou em cheio o gol. Estava tão fácil que os andinos continuaram chutando: 4 a 0. Se fosse 6 ou 7 a 0 não seria nenhum absurdo.
Botafogo parecia outro… Parecia
Martins, com um golaço de falta, deu alguma esperança para o torcedor do Botafogo. O time, assim como no início do jogo, conseguiu ficar um pouco mais com a bola durante alguns minutos, com um chute mais ou menos perigoso de Cabral. Porém, desorganizado e com clarões na defesa, o Glorioso voltou a ver o Cienciano entrar como quis na defesa alvinegra. Um gol dos peruanos era questão de tempo. Assim, Bandieira não desperdiçou na cara de Werleson. Pouco tempo depois, Ferraresi se mandou ao ataque e largou o campo para Succar, de cabeça, ampliar a humilhação. O Alvinegro não fez nada a não ser torcer para o relógio andar rápido. Um desastre sem precedentes na história do Glorioso.
CIENCIANO 6×1 BOTAFOGO
Copa Sul-Americana - Jogo de ida das oitavas de final
Local: Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)
Data e hora: 13/08/2026, às 21h30 (horário de Brasília)
Gols: Succar, 17'/1ºT (1-0); Bandiera, 25'/1ºT (2-0); Succar, 30'/1ºT (3-0); Martinich, 34'/1ºT (4-0); Martins, 4'/2ºT (1-4); Bandieira, 16'/2ºT (5-1); Succar, 32'/2ºT (6-1)
CIENCIANO: Espinoza, Cabello, Becerra, Amondarian e Martinich; Barreto (Aguirre, 42'/2ºT), Souza (Sandoval, 44'/2ºT) e Hoberg; Romangnoli (Robles, Intervalo), Succar e Bandiera (Caparó, 25'/2ºT). Técnico: Cristian Ruggeri
BOTAFOGO: Warleson, Ponte, Ferraresi, Justino e Marçal (Telles, 10'/2ºT); Huguinho, Medina (Edenilson, 18'/2ºT), Danilo (Santi, 18'/2ºT) e Montoro (Toledo, 36'/1ºT); Martins e Kadir (Cabral, 36'/1ºT). Técnico: Franclim Carvalho
Árbitro: Augusto Aragon (EQU)
Auxiliares: Christian Lescano (EQU) e Mauricio Lozada (EQU)
VAR: Franklin Congo (EQU)
Cartão Amarelo: Robles (CIE); Justino (BOT)
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