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A dívida que levou o Botafogo ao quarto transfer ban

Pendência milionária com clube russo impede o Alvinegro de registrar jogadores e agrava crise nos bastidores

27 mai 2026 - 22h15
(atualizado às 22h15)
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Elenco botafoguense posando para foto
Elenco botafoguense posando para foto
Foto: Vitor Silva/Botafogo / Esporte News Mundo

O Botafogo voltou a enfrentar problemas na FIFA e recebeu mais uma sanção que o impede de registrar novos atletas por tempo indeterminado. Trata-se do quarto transfer ban imposto pela entidade internacional ao clube carioca, desta vez motivado por uma pendência financeira junto ao Zenit, da Rússia, referente à contratação do atacante Artur, jogador que atualmente está cedido ao São Paulo.

De acordo com as informações, a dívida diz respeito ao não pagamento de três parcelas no valor de 1,9 milhão de euros cada, o que corresponde a aproximadamente R$ 11,2 milhões por parcela. No total, o montante em aberto chega a cerca de R$ 33,6 milhões, agravando ainda mais a delicada situação financeira vivida pela SAF Botafogo.

CASOS ANTERIORES

Este não é um caso isolado. O clube já havia sido alvo de outras punições semelhantes em função de débitos relacionados a negociações anteriores. Entre elas, estão as contratações de Rwan Cruz, junto ao Ludogorets, da Bulgária, Santiago Rodríguez, adquirido do New York City, dos Estados Unidos, e Thiago Almada, que pertencia ao Atlanta United, também da Major League Soccer.

No caso específico de Almada, a penalidade já havia sido aplicada anteriormente, em 31 de dezembro de 2025. Posteriormente, em janeiro, o empresário John Textor buscou alternativas para contornar a situação e obteve um empréstimo de US$ 25 milhões junto à empresa GDA Luma, atualmente apontada como a principal interessada na aquisição da SAF do Botafogo. Com esse aporte financeiro, o clube chegou a um acordo com o Atlanta United e conseguiu, momentaneamente, deixar a lista de sanções.

O entendimento firmado previa o pagamento inicial de US$ 10 milhões, equivalente a cerca de R$ 49,1 milhões na cotação atual, além de outras quatro parcelas de US$ 5 milhões (aproximadamente R$ 24,5 milhões cada). O valor total da operação girava em torno de US$ 30 milhões, sendo US$ 21 milhões pela transferência do jogador e outros US$ 9 milhões relacionados a bônus contratuais e percentuais de uma futura venda ao Atlético de Madrid.

Apesar do acordo estabelecido, o Botafogo não conseguiu cumprir o compromisso financeiro previsto para o mês de março, período em que ainda estava sob a gestão direta do empresário norte-americano. O descumprimento reacendeu o problema junto à FIFA e contribuiu para o agravamento das punições esportivas impostas ao clube.

RESULTADOS

Diante desse cenário, o Botafogo tenta reorganizar sua situação fora de campo. Com um pedido de Recuperação Judicial já aprovado pela Justiça do Rio de Janeiro, a diretoria trabalha internamente para reverter ao menos parte das sanções aplicadas. A estratégia envolve negociações com credores e a tentativa de quitar débitos considerados prioritários.

Internamente, há o entendimento de que a punição relacionada a Thiago Almada é inevitável e deverá ser resolvida para que o clube volte a ter autorização para inscrever novos jogadores. Sem a regularização dessa pendência, o Botafogo seguirá impedido de atuar no mercado de transferências.

A situação preocupa especialmente pelo calendário. A próxima janela de transferências do futebol brasileiro está prevista para começar no dia 20 de julho, logo após a disputa da Copa do Mundo. Caso não consiga solucionar os entraves até lá, o clube corre risco de ficar impossibilitado de reforçar o elenco para a sequência da temporada, o que pode impactar diretamente seu desempenho esportivo.

Esporte News Mundo
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