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Bolsonaro nega movimento por saída de Tite da seleção, iniciado por bolsonaristas

7 jun 2021 11h32
| atualizado às 13h21
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O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira que sua única participação nas decisões sobre a realização da Copa América foi garantir que o torneio pudesse acontecer no Brasil, e que "está fora" de discussões sobre mudança de técnico ou escalações.

Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia em Brasília
01/06/2021 REUTERS/Ueslei Marcelino
Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia em Brasília 01/06/2021 REUTERS/Ueslei Marcelino
Foto: Reuters

"A minha participação na Copa América é abrir o Brasil para que ela fosse realizada aqui. Já tem os quatros Estados acertados, tudo certinho. No tocante a jogador, técnico, estou fora dessa. Não tenho nada a ver com isso aí", disse Bolsonaro a apoiadores na saída do Palácio da Alvorada.

Apesar da negativa do presidente, as redes bolsonaristas começaram, desde a semana passada, uma campanha contra Tite, o treinador da seleção, acusado de insuflar os jogadores contra a participação da seleção na Copa América no Brasil.

Depois que surgiram informações de que os jogadores estariam considerando se recusar a jogar o torneio, Tite passou a ser apontado como culpado da reação e tratado como inimigo de Bolsonaro. Um movimento pela demissão do técnico e sua troca pelo bolsonarista Renato Gaúcho também foi levantado nas redes sociais pelos grupos que apoiam o presidente.

Um dos filhos do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (Patriotas-RJ), foi um dos que publicou um vídeo em que chama Tite de hipócrita e sugere que seria o treinador o responsável pela ideia de um boicote ao torneio.

Na sexta-feira, o capitão da seleção, Casemiro, afirmou que os jogadores e a comissão técnica irão se manifestar somente depois do jogo contra o Paraguai pelas eliminatórias da Copa, na terça-feira.

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