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Seleção Belga

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Muçulmano belga encerra sonho argelino de 2ª zebra histórica

Fellaini, de sangue marroquino, saiu do banco e marcou para a cabeça de chave Bélgica

17 jun 2014 14h59
| atualizado às 15h26
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Marouane Fellaini comemora gol contra a Argélia
Marouane Fellaini comemora gol contra a Argélia
Foto: Getty Images

Filho de marroquinos, muçulmano e salvador da Bélgica. Marouane Fellaini ajudou a livrar sua seleção de um vexame na abertura do Grupo H da Copa do Mundo. Azarões, os argelinos lideravam o marcador desde o início da partida desta terça-feira, mas permitiram o empate justamente com gol de Fellaini. A partida se transformou, e coube a Dries Mertens selar a virada belga em 2 a 1.

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Em Belo Horizonte, os barulhentos e fanáticos torcedores argelinos passaram quase todo o jogo com muita festa e gritos para M’Bolhi, seu goleiro que parecia insuperável. A forte marcação e o oportunismo na frente encorajaram o sonho por mais uma zebra. Em 1982, a Argélia era estreante em Copas do Mundo, mas também calou uma das favoritas.

Naquele jogo realizado em Gijón, na Espanha, a então campeã europeia Alemanha Ocidental foi surpreendida e perdeu para os argelinos por 2 a 1. O goleiro Mehdi Cerbah, que pegou tudo, e Lakhdar Belloumi, craque do time e autor do gol da vitória, viraram heróis nacionais. Depois, choraram o que ficou conhecido como jogo da vergonha, quando austríacos e alemães jogaram por um placar que classificava ambos – e eliminava a Argélia.

<p>Fellaini corre para os belgas e comemora gol do empate</p>
Fellaini corre para os belgas e comemora gol do empate
Foto: Reuters

Nesta terça-feira, o cenário era semelhante, já que a cabeça de chave Bélgica foi surpreendida pelo gol de pênalti marcado por Feghouli. Enquanto Fellaini via o jogo do banco, os argelinos fechavam a área e anulavam a equipe belga. Da beira do gramado, Marc Wilmots parecia desesperado, mas conseguiu reverter o cenário com três substituições.

A mais eficaz foi justamente a entrada de Marouane Fellaini, meia do Manchester United. Com uma cabeçada perfeita, ele conseguiu o empate que desestabilizou uma Argélia segura de si durante quase toda a partida. A comemoração de Fellaini foi vibrante: correu para a torcida belga e socou painéis de proteção. Nove minutos depois, Mertens virou.

Exemplo da mistura étnica que tomou conta da Bélgica nas últimas décadas, Fellaini é muçulmano como 97% dos argelinos. Nasceu em Bruxelas, mas seus pais são marroquinos, o que faz dele quase um inimigo íntimo da Argélia. Os dois países já protagonizaram até a Guerra das Areias, uma disputa territorial na África em 1963.

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Fonte: Terra
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