Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Shaquille O'Neal reflete sobre críticas a Neymar: 'Até Jordan e LeBron sofriam'

Em visita a São Paulo, astro do basquete diz amar o Brasil e o povo brasileiro, e dá conselho ao atacante do Santos

20 mar 2026 - 16h36
(atualizado às 20h11)
Compartilhar
Exibir comentários

Shaquille O'Neal está no Brasil para se apresentar como DJ no Lollapalooza e não poderia estar mais à vontade. Admirador do País, o astro do basquete é fã do filme Cidade de Deus e de Neymar, sobre o qual falou em entrevista nesta sexta-feira, 20.

Perguntado sobre as críticas que tem sofrido Neymar, fora de todas as cinco convocações do técnico Carlo Ancelotti para a seleção brasileira, Shaq afirmou que, quando jogava, usava a pressão como combustível, e deu conselhos ao atacante do Santos.

"O Neymar já ganhou uma Copa do Mundo?", perguntou o ex-pivô antes de dar a sua opinião, sem saber que o atacante não ganhou nenhuma das três edições que disputou da Copa.

Shaquille O'Neal veio ao Brasil para tocar no Lollapalooza
Shaquille O'Neal veio ao Brasil para tocar no Lollapalooza
Foto: Ricardo Magatti/Estadão / Estadão

"Todos podem receber críticas, mas ninguém pode me criticar mais do que eu critico a mim mesmo, especialmente quando você lê: 'Shaq fez 50 pontos e perdeu'. Você acha que eu não estou chateado com isso?. Às vezes você tem que ver olhar a crítica e ver se tem alguma verdade nela. Na minha carreira algumas foram verdadeiras e outras sem noção. Eu usava como motivação", refletiu o ex-jogador de basquete, hoje com 54 anos, em evento organizado pela casa de aposta Sportingbet, patrocinadora do Palmeiras, em um hotel na região da Avenida Paulista.

"E acho que Neymar faz o mesmo. Ele venceu campeonatos locais? Mas não venceu a Copa do Mundo? Entendi, já venceu muitos campeonatos, mas precisa vencer a Copa do Mundo. Tenho certeza que as pessoas estão falando sobre ele, espero que ele veja isso, use as críticas como motivação e consiga alcançar esse objetivo", continuou o tetracampeão da NBA.

O'Neal se apresentará no Lollapalooza como DJ Diesel, seu projeto artístico de música eletrônica. Inspirado por nomes como Steve Aoki e Skrillex, ele, sob a nova alcunha, lançou um único álbum em 2023, o GORILLA WARFARE. À vontade na entrevista, repetiu algumas vezes que ama o Brasil, o povo brasileiro e a cultura do País que visita pela segunda vez. Contou ser fã de Racionais e ter o filme Cidade de Deus como um de seus preferidos.

A primeira vez foi em 1997, quando quebrou a tabela de basquete na Vila Olímpica da Mangueira, no Rio de Janeiro, na primeira enterrada. Cercado por seguranças, Shaq deixou o local às pressas após o incidente em uma limousine, e foi criticado pelo comportamento.

O ex-pivô de 2,16m se divertiu ao ver a reportagem com a enterrada que destruiu a tabela, e pediu desculpa a uma jovem que se revoltou com o episódio à época. Ele assinou uma nova tabela que será instalada em uma quadra a ser revitalizada em São Paulo, com investimento da Sportingbet.

Shaq respondeu sem hesitar que Michael Jordan, para ele, é o melhor jogador de basquete de todos os tempos e que, se ainda estivesse na ativa, gostaria de jogar ao lado de Stephen Curry, estrela do Golden State Warriors. "Ele tem um jeito incrível de arremessar, é o melhor arremessador. Ele e o Oscar Schmidt têm um jeito parecido", comparou.

Também afirmou que admira o basquete europeu e citou qualidades de Leandrinho e Anderson Varejão, jogadores que foram bem-sucedidos na NBA, para exaltar o basquete brasileiro.

"Posso dizer que os jogadores brasileiros são durões. Sei que eles são implacáveis ??e que encaram todos os desafios de frente. Sempre ouvi falar do Oscar Schmidt, todos nós queríamos vê-lo jogar".

O gigante de 2,16m foi introduzido à cultura brasileira pelo lutador Vitor Belfort, na década de 1990, e passou a conhecer mais sobre o basquete jogado fora dos EUA quando viu Oscar Schmidt jogar.

"Nunca soube que jogavam basquete com tanta intensidade em outros países. Foi quando percebi que pessoas fora dos EUA também são ótimos jogadores de basquete".

Estadão
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade