WEC: Signatech mantém negociações para garantir permanência na categoria em 2027
Equipe francesa tenta viabilizar acordo com uma fabricante até novembro, mas admite que retorno em 2028 é atualmente o cenário mais possível
A Signatech ainda trabalha para encontrar uma fabricante que permita manter sua estrutura e o protótipo atualmente conhecido como Alpine A424 no Mundial de Endurance (WEC) em 2027, de acordo com o portal Sportscar365. Segundo o chefe da equipe, Philippe Sinault, as negociações continuam em andamento, apesar do prazo apertado para garantir a participação na próxima temporada. A equipe disputa neste fim de semana as 6 Horas de Monza, sua última prova em parceria com a Alpine, mas pretende manter uma operação de dois carros na classe Hypercar.
O principal desafio surgiu após o encerramento das conversas com a Geely, anunciado no mês passado. Desde então, a Signatech intensificou a busca por alternativas, embora poucas possibilidades concretas estejam disponíveis. Sinault destacou que o prazo de inscrição para o campeonato termina em 23 de novembro, deixando pouco tempo para encontrar uma solução. O dirigente afirmou que a equipe está trabalhando intensamente para estabelecer contatos e evitar ficar fora do grid.
Apesar das dificuldades, Sinault revelou que mantém conversas com diferentes fabricantes, incluindo uma empresa com a qual as negociações começaram a avançar. Um eventual acordo envolveria uma reformulação completa da identidade do projeto, mas permitiria preservar o carro atual. A equipe também pretende continuar utilizando o motor desenvolvido na antiga instalação da Renault em Viry-Châtillon, na França, além da carroceria do A424, devido à falta de tempo para desenvolver um novo conjunto. Para isso, a Signatech deverá trabalhar com a Dumarey, que adquiriu os ativos da antiga fábrica.
A equipe também discute com a Alpine os próximos passos relacionados à participação da fabricante na estrutura societária da Signatech. Caso não consiga garantir uma vaga para 2027, Sinault afirmou que existem alternativas para manter a operação funcionando e preparar um retorno ao WEC no ano seguinte. A primeira possibilidade seria disputar a classe LMP2 da European Le Mans Series (ELMS). Mesmo assim, o dirigente ressaltou que todos os esforços estão concentrados na continuidade do projeto Hypercar.
Sinault reconheceu que a temporada de 2028 representa atualmente o caminho mais realista para a equipe, já que permitiria mais tempo para desenvolver um programa sólido junto a uma fabricante. Ele destacou que a Signatech possui profissionais talentosos e acredita que o sucesso alcançado anteriormente com a Alpine pode ser repetido caso exista um projeto competitivo. O dirigente, entretanto, afirmou que continuará tentando viabilizar a participação em 2027 até o encerramento do prazo de inscrição.
A Geely ainda poderia voltar a ser uma opção para 2028, embora não existam conversas recentes com a fabricante chinesa. Sinault também revelou que chegou a discutir com a Honda, antes das 24 Horas de Le Mans, a possibilidade de assumir um programa de fábrica no WEC com o Acura ARX-06, mas a marca não demonstrou interesse em competir no campeonato ou em Le Mans neste momento. O dirigente afirmou que já procurou praticamente todas as alternativas disponíveis.
Por fim, Sinault não descartou a possibilidade de operar um Hypercar privado no futuro, dependendo da disponibilidade de vagas no grid. Essa opção, porém, não poderia envolver o A424, já que o regulamento esportivo exige que uma equipe oficial participe com dois carros do mesmo modelo. Para 2027, o dirigente considera que essa alternativa já não é viável, reforçando que a prioridade permanece em encontrar uma fabricante para manter o projeto na categoria principal do endurance.
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