NASCAR Cup: Tecnologia da Hendrick entra em foco na reta final do Chase com Larson na liderança
Após fala de Hamlin sobre divisão de recursos, tecnologia da Hendrick volta ganhar foco na disputa de Larson e trio da JGR no The Chase.
Com quatro etapas restantes até a decisão da NASCAR Cup Series em Homestead-Miami Speedway em novembro, Kyle Larson (#5) chega à reta final do The Chase na liderança do campeonato, com 2.367 pontos e uma vantagem de 49 para Denny Hamlin (#11).
Logo atrás, a Joe Gibbs Racing aparece com três pilotos entre os quatro primeiros colocados. Hamlin ocupa a segunda posição, Christopher Bell (#20) é o terceiro, 51 pontos atrás de Larson, e Chase Briscoe (#19) aparece em quarto, com 65 pontos de desvantagem.
A diferença no número de candidatos ao título dentro de cada equipe foi um dos pontos levantados por Hamlin esta semana, no podcast Actions Detrimental, da Dirty Mo Media.
“Quando você tem apenas um piloto na disputa pelo campeonato, todas as melhores peças, componentes e chassis acabam sendo direcionados para esse único competidor”, afirmou Hamlin.
“Então, sim, definitivamente ajuda ter apenas um piloto na disputa, porque as equipes simplesmente não têm tantas peças ótimas disponíveis. Estamos falando de diferenças muito, muito pequenas, mas, quando você soma todas elas, isso acaba fazendo alguma diferença”, explicou.
A observação ganha relevância quando analisada ao lado da estrutura tecnológica utilizada pela Hendrick Motorsports. Em abril de 2025, o jornalista e consultor técnico Bozi Tatarevic, detalhou como a equipe utiliza sistemas avançados de metrologia, robôs, scanners e bancos de dados para medir todos os componentes disponíveis para seus carros.
Cerca de 85% das peças utilizadas nos atuais carros da NASCAR Cup Series vêm de fornecedores únicos e precisam ser utilizadas pelas equipes da maneira como são entregues. Isso reduz a possibilidade de desenvolver componentes exclusivos, e a vantagem pode surgir, então, na forma como essas peças são selecionadas e combinadas.
Segundo Tatarevic, diferenças de apenas alguns milésimos de polegada entre duas peças podem alterar a geometria da suspensão e, consequentemente, gerar ganhos de desempenho na pista. Com os dados coletados pelos equipamentos da Hendrick, os engenheiros conseguem, antes da montagem do carro, selecionar virtualmente os componentes que serão utilizados e prever como as diferentes tolerâncias de cada peça irão se comportar quando combinadas.
Entretanto, isso não significa que exista uma única peça capaz de transformar o desempenho do #5, nem que a Hendrick esteja necessariamente retirando componentes dos demais carros para direcioná-los a Larson. Quando Hamlin afirma que uma equipe com apenas um candidato forte ao campeonato pode concentrar seus melhores recursos naquele carro, a estrutura da Hendrick ajuda a compreender o quanto essa seleção pode ser precisa.
Enquanto a Joe Gibbs Racing ainda mantém Hamlin, Bell e Briscoe diretamente envolvidos na disputa pelo título, Larson chega às quatro últimas etapas como o principal representante da Hendrick Motorsports no campeonato. Esse cenário pode ampliar as possibilidades estratégicas da equipe na preparação do #5 para a reta final do The Chase.
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