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Promotor diz que GP dos EUA de F1 foi "evento histórico equivalente a quatro Super Bowls"

Bobby Epstein, CEO do Circuito das Américas, tem no grande sucesso de público e de receita o fim de semana do GP dos EUA um trunfo para renovar o acordo com o Liberty Media, que vence nesta semana

25 out 2021 14h48
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O fim de semana do GP dos EUA teve cerca de 400 mil pessoas
O fim de semana do GP dos EUA teve cerca de 400 mil pessoas
Foto: Jared C. Tilton/Getty Images/Red Bull Content Pool / Grande Prêmio

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Se havia alguma dúvida sobre o sucesso da Fórmula 1 nos Estados Unidos, as interrogações caíram por terra depois do que se viu no Circuito das Américas no último fim de semana. A prova que marcou o retorno do Mundial a Austin depois de um ano de ausência em razão da pandemia reuniu um público total de cerca de 400 mil pessoas nos três dias de evento. Muito além da competição em si, o GP dos EUA reuniu grandes astros, ídolos do esporte, da música e do showbiz e envolveu por completo o fã que esteve presente no autódromo.

Bobby Epstein, CEO do Circuito das Américas e promotor do GP dos Estados Unidos, classificou como retumbante o sucesso do evento deste fim de semana e o comparou com outro grandioso acontecimento anual do esporte: a decisão do título da NFL, a bilionária liga de futebol americano. O Super Bowl costumeiramente é disputado em fevereiro e também envolve cifras grandiosas.

"É um evento histórico", disse o empresário em entrevista veiculada pelo jornal local Statesman.

Circuito das Américas lotado para receber o GP dos EUA de F1 (Foto: Jared C. Tilton/Getty Images/Red Bull Content Pool)

"Quer dizer, isso é o equivalente a quatro Super Bowls, e fizemos tudo em um fim de semana. O impacto econômico disso, a atenção que atrai no mundo… Quero dizer, temos seis horas de cobertura global para mais de 100 milhões de pessoas. Esse é um comercial maravilhoso para nossa comunidade", destacou o dirigente.

Depois da reabertura dos portões nesta ainda era pandêmica em razão da Covid-19, nunca um evento reuniu tanta gente como o do GP dos EUA neste fim de semana. Até invasão de pista, algo impensável neste período de quase dois anos, aconteceu depois da corrida em Austin.

O sucesso da Fórmula 1 junto ao público no fim de semana contrasta com o fim do atual contrato em vigor do Liberty Media com o Circuito das Américas. Mas para Epstein, não há a possibilidade de renovação de um novo acordo, embora haja um entrave importante.

"Não estamos falando sobre se voltaremos aqui no ano que vem, mas como vai ser um acordo de longo prazo. Há apenas um obstáculo, e esse é a taxa", disse.

"Eles têm um produto que muita gente deseja. Eles sabem que causam um impacto econômico muito grande em todos os lugares para onde vão e exigem um preço muito alto por isso. Você tem muitos pretendentes, e isso torna tudo mais difícil. E não há muitos eventos como este", falou o promotor do GP dos EUA.

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Segundo Epstein, o fim de semana de Fórmula 1 pode injetar cerca de US$ 900 milhões (ou R$ 5 milhões) nas economias locais e estaduais. O promotor do GP dos EUA reforçou: "É um impacto bastante significativo".

Por fim, o CEO do Circuito das Américas foi perguntado se chegou a ser taxado de louco por ter construído, há uma década, um circuito numa cidade conhecida pela música, mas sem tradição no esporte a motor.

"Tenho certeza que nos chamaram de muitas coisas na época. Sabíamos que tínhamos a cidade certa para isso. Tínhamos muita confiança em Austin e em nossa comunidade e em como isso seria acolhedor. Fizemos um design único em termos do circuito em si para construí-lo tanto para as corridas como também para o entretenimento. Os fãs que voltam todos os anos amam as corridas e amam o evento", concluiu Bobby Epstein.

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