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Fórmula 1

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F1: Verstappen prevê cenário preocupante com baterias no GP da Inglaterra

Piloto testa regras de 2026 no simulador e prevê extrema dificuldade com a recarga de energia no veloz traçado inglês: "Comecei a rir"

29 jun 2026 - 11h52
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Foto: Mark Thompson / Red Bull Content Pool

Max Verstappen expressou grande preocupação com o gerenciamento de bateria dos carros de 2026 no GP da Inglaterra. Após realizar testes no simulador, o tetracampeão mundial revelou que o traçado de alta velocidade exigirá tanto do sistema elétrico que a economia de energia será o grande desafio das equipes, criando um cenário tão atípico que sua primeira reação foi rir das dificuldades que enfrentarão na pista.

As recentes mudanças no regulamento diminuíram os problemas graves de corte de potência (o chamado clipping) vistos no início da temporada, permitindo que os pilotos acelerassem quase ao máximo sem tanta dor de cabeça com a energia. No entanto, Verstappen alerta que o GP da Inglaterra será uma história completamente diferente e um verdadeiro teste de fogo para a nova geração de motores.

"Eu amo a pista, mas dei algumas voltas no simulador e simplesmente comecei a rir. Parecia uma pista diferente, para ser honesto. Você quase não tem bateria ao longo da volta. É o tempo todo com o pé embaixo", explicou o holandês da Red Bull.

O grande problema do circuito, segundo o piloto, é a ausência de zonas de frenagem pesada. Como o traçado é composto majoritariamente por retas e curvas de altíssima velocidade, os carros não terão oportunidades suficientes para regenerar a carga elétrica. "Aqui na Áustria você tem longas retas e grandes zonas de frenagem, então consegue carregar a bateria. Lá na Inglaterra você tem longas retas, mas em curvas rápidas, então não consegue carregar as baterias de verdade, e na reta seguinte não tem muito para gastar. Vai ser muito difícil", detalhou.

Além do alerta para a etapa no GP da Inglaterra, Verstappen também avaliou seu desempenho no recente GP da Áustria. Apesar de celebrar o fato de ter tido um carro competitivo para lutar pela vitória e de elogiar as atualizações, que trouxeram mais aderência e velocidade em curvas, ele admitiu que o equilíbrio do carro piorou na segunda metade da prova. Problemas no eixo traseiro prejudicaram o ritmo, tornando a condução difícil sobre zebras e ondulações. Segundo ele, entender a causa dessa queda de rendimento é a prioridade da equipe para as próximas corridas.

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