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Fórmula 1

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F1: Sob domínio de Antonelli, Russell desabafa que "os deuses não querem" seu título

Após quebra no Canadá, Russell amarga desvantagem de 43 pontos no campeonato e já vê o título de 2026 nas mãos do companheiro

25 mai 2026 - 07h02
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Foto: Brett Farmer / Mercedes AMG F1

O que parecia ser uma temporada de consolidação para George Russell na Fórmula 1 se transformou rapidamente em um pesadelo. Após abandonar o GP do Canadá de 2026 enquanto liderava a prova devido a uma falha no carro, o piloto da Mercedes viu seu companheiro de equipe, Kimi Antonelli, conquistar a quarta vitória consecutiva no ano. Agora, lidando com uma dura desvantagem de 43 pontos em apenas cinco etapas disputadas, Russell enfrenta o gigantesco desafio de tentar reverter o cenário contra um rival que parece cada vez mais adaptado, rápido e implacável.

O contraste entre a temporada passada e o momento atual na Mercedes é gritante. Se no primeiro ano dividindo as garagens Russell superou o jovem Antonelli por uma margem confortável de 169 pontos, a balança de poder mudou de forma severa no regulamento de 2026. A frustração do britânico transbordou no asfalto de Montreal: ao ser forçado a recolher o carro em uma corrida onde tinha reais chances de vitória, Russell atirou de forma intempestiva sua proteção de cabeça (headrest) na pista. O episódio de fúria lhe rendeu uma multa suspensa de 5 mil euros (cerca de 29 mil reais) pela FIA por "ato inseguro".

Mesmo nas pistas em que historicamente se sobressai, a vida do carro #63 não tem sido fácil. Russell foi letal na classificação, mantendo sua invencibilidade em poles no Canadá desde 2024, e venceu a corrida sprint. Contudo, na análise geral do fim de semana, Antonelli demonstrou ter um ritmo de base superior. O italiano acompanhou o britânico de perto ao longo de todas as sessões, evidenciando uma sintonia imediata com a nova geração de carros da categoria.

As estatísticas refletem a maré de azar e a seca de vitórias em corridas principais para o britânico na temporada. Além do revés canadense, Russell também foi vítima de um problema técnico durante a classificação na China (onde era o favorito) e de um Safety Car em momento inoportuno que minou sua corrida no Japão. Com a sequência de infortúnios e a máquina de vencer que Antonelli se tornou, Russell admitiu o golpe. Frustrado, declarou sentir que "os deuses não querem que eu esteja nessa briga" e afirmou sem rodeios que o campeonato atual é de Antonelli "para perder".

Matematicamente, não há nada definido. Com ao menos 17 etapas restando no extenso calendário, o campeonato tem muito chão pela frente. O esporte já viu cenários parecidos implodirem, a exemplo do que ocorreu com Oscar Piastri na temporada passada, quando o australiano era o favorito absoluto ao título em agosto e terminou o ano apenas na terceira colocação. Além disso, Antonelli ainda exibe certa falta de lapidação e excessos de agressividade que podem custar caro em batalhas futuras.

Entretanto, para a realidade atual da Mercedes e para os leitores do portal Parabólica que acompanham as nuances dessa rivalidade, apenas torcer pelos tropeços do prodígio italiano não será suficiente. Kimi Antonelli se mostra hoje um oponente formidável e em sua melhor forma. Para voltar ao controle da equipe e do campeonato, George Russell terá que extrair algo a mais do seu arsenal, algo que o seu impressionante companheiro de equipe simplesmente não tem permitido.

Parabólica
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