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Fórmula 1

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F1: Sainz propõe nova regra com punição para bandeira vermelha na qualificação

Espanhol sugere punição de três posições no grid para pilotos que causarem paralisações na qualificação

2 jul 2026 - 14h33
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Foto: Formula 1 / Divulgação

Carlos Sainz propôs uma nova punição para quem provocar bandeiras vermelhas durante as sessões classificatórias da Fórmula 1. Para o espanhol, o responsável pela interrupção deveria perder três posições no grid de largada da corrida.

A questão surgiu após a batida de Max Verstappen na classificação do GP da Áustria. Inicialmente, o incidente provocou uma bandeira amarela, que se transformou em bandeira amarela dupla 22 segundos depois. Mesmo desacelerando o suficiente para as regras, George Russell conseguiu garantir a pole position.

Ao comentar o episódio, Sainz revelou que pretende apresentar uma proposta de mudança aos demais pilotos. Segundo o espanhol, o assunto deve ser discutido pela Associação de Pilotos de Grande Prêmio (GPDA), embora o formato sprint do GP da Grã-Bretanha possa tornar difícil uma reunião entre todos neste fim de semana.

Sobre o acidente na Áustria, ele afirmou que a situação deveria ter resultado em bandeira amarela dupla ou até bandeira vermelha, ainda que tenha ressaltado que Russell agiu de forma perfeita dentro do regulamento e mereceu a pole position. Porém, o piloto da Williams acredita que o britânico nem deveria ter tido a oportunidade de completar a volta, diante do risco apresentado pela batida de Verstappen.

"Se o Max tivesse sido pole na primeira tentativa, e aí ele causasse aquele acidente, e todo mundo parasse por causa da bandeira vermelha e ninguém conseguisse melhorar o tempo da volta, eu acho que seria injusto para o George, para o Kimi e para todo mundo, porque o cara que estava na pole não estava deixando a gente melhorar o tempo da volta”.

Sainz também lembrou sua própria situação na qualificação em Baku no ano passado, a qual foi repleta de bandeiras amarelas e vermelhas. O espanhol havia se colocado na pole position provisória até que Verstappen o superasse no final. "Eu poderia ter feito isso no ano passado em Baku”, explicou. "Eu disse: 'Se eu bater agora, fico com a pole position'. Todos nós temos esses pensamentos. Todos nós temos essas dúvidas. Todos nós sabemos como funcionam as regras”.

Como solução, o espanhol defendeu que qualquer piloto que provocar uma bandeira amarela ou vermelha durante a qualificação deve receber uma punição de três posições no grid da corrida. Para ele, isso serviria como forma de desencorajar acidentes em momentos decisivos, reforçando que a F1 precisa encontrar uma solução para esse tipo de cenário.

"Se você se esforça ao máximo, mas vai longe demais e não permite que os outros melhorem, você está conquistando sua posição ao não deixar que os outros façam um trabalho melhor do que você. Mesmo que seja sem intenção”, acrescentou Sainz, deixando claro que reconhece argumentos contrários à punição, já que as equipes poderiam evitar esse tipo de situação registrando suas voltas mais cedo na sessão.

Ainda assim, o espanhol destacou que já presenciou episódios semelhantes em circuitos como Baku e Mônaco e acredita que alguns pilotos podem forçar bandeiras amarelas em diversas fases da sessão, e reforçou a necessidade de discutir uma mudança no regulamento. "É impossível para os comissários, a menos que sejam ex-pilotos de F1 muito inteligentes, saberem como funciona. Isso, para mim, mostra que é preciso encontrar uma solução”, argumentou.

Embora Sainz não tenha citado exemplos, casos semelhantes já aconteceram em Mônaco. Michael Schumacher, em 2006, e Nico Rosberg, em 2014, garantiram a pole position após causarem acidentes que interromperam a qualificação. Em 2022, Sergio Pérez também provocou uma bandeira vermelha e assegurou a primeira posição no grid, episódio que gerou incômodo em Verstappen, seu então companheiro de equipe na Red Bull.

Questionado sobre a proposta de Sainz, Charles Leclerc afirmou que entende a lógica da sugestão em circuitos específicos, como Mônaco, onde incidentes durante a qualificação podem influenciar diretamente o resultado da sessão. No entanto, o monegasco acredita que a medida não deveria ser adotada como regra geral, já que o piloto responsável pelo acidente normalmente já sofre prejuízos suficientes por não conseguir completar a volta.

Já Verstappen concordou com a proposta do espanhol da Williams, acrescentando que, em casos de acidentes propositais, a punição deveria ser ainda mais severa. Porém, o tetracampeão destacou que sua principal preocupação está na forma como as bandeiras são acionadas durante a sessão. Para o holandês, o incidente na Áustria deveria ter resultado, no mínimo, em bandeira amarela dupla ou vermelha, impedindo que qualquer piloto completasse a volta rápida.

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