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Fórmula 1

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F1: O que mudou nas baterias que virou dor de cabeça para as equipes em 2026

Nova geração dos motores híbridos aumentou o estresse sobre os sistemas elétricos e colocou a confiabilidade das baterias sob os holofotes

25 jun 2026 - 09h03
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Foto: Divulgação / Mercedes

A confiabilidade das baterias se tornou uma das principais preocupações da Fórmula 1 em 2026. Depois de anos em que os sistemas híbridos raramente causavam dores de cabeça às equipes, a nova geração de unidades de potência colocou o componente sob um nível de exigência muito maior.

O contraste é evidente. Em 2024, Fernando Alonso completou toda a temporada utilizando apenas uma bateria em seu carro equipado com motor Mercedes. Dois anos depois, falhas envolvendo baterias atingiram equipes como Mercedes, McLaren e Williams logo nas primeiras corridas do campeonato.

A principal explicação está nas novas regras introduzidas nesta temporada.

Até 2025, os carros recuperavam cerca de 120 kW de energia durante as frenagens. Com o regulamento de 2026, esse valor praticamente triplicou e passou para 350 kW. Apesar disso, a capacidade máxima das baterias permaneceu inalterada em 4 MJ.

Na prática, isso significa que a mesma bateria precisa absorver e liberar muito mais energia em períodos muito mais curtos.

Esse aumento de carga gera dois problemas principais: calor e vibração.

Além do aquecimento provocado pelos ciclos de carga e descarga, as células também são submetidas a microvibrações constantes. O conjunto passa a operar em uma condição muito mais agressiva do que no ciclo técnico anterior.

As baterias da Fórmula 1 trabalham com uma taxa de carga e descarga extremamente elevada, conhecida como taxa C. Isso exige que grandes quantidades de energia sejam transferidas rapidamente, gerando temperaturas elevadas dentro das células.

O grande desafio passa a ser manter todas as células operando dentro de uma faixa térmica ideal. Caso apenas uma parte da bateria ultrapasse os limites de temperatura, o problema pode se espalhar para todo o conjunto.

Por isso, o gerenciamento térmico se tornou tão importante quanto o próprio desempenho.

As equipes utilizam sistemas complexos de refrigeração líquida, canais internos específicos para circulação de fluido refrigerante e softwares capazes de monitorar constantemente o comportamento das células.

Mesmo assim, os problemas continuam aparecendo.

A Mercedes, por exemplo, já admitiu que identificou a origem das falhas que afetaram George Russell e Andrea Kimi Antonelli. Segundo o diretor técnico James Allison, uma nova geração de baterias deverá ser introduzida ao longo da temporada para corrigir o problema.

Outro fator importante é que, embora todas as baterias utilizem tecnologia de íons de lítio, existe liberdade para que cada fabricante desenvolva soluções próprias. Diferenças na composição química, na arquitetura das células e na estratégia de refrigeração podem gerar comportamentos bastante distintos entre os motores.

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