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Fórmula 1

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F1: McLaren investiga perda de desempenho nas retas para a Mercedes

Equipe estima que cerca de 30% da diferença para a rival esteja nas retas, mesmo utilizando a mesma unidade de potência Mercedes

2 jul 2026 - 08h52
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Foto: Divulgação / McLaren

A McLaren ainda tenta entender por que vem perdendo desempenho para a Mercedes nas retas, apesar de ambas utilizarem a mesma unidade de potência. Segundo o chefe da equipe, Andrea Stella, a diferença para a rival gira entre três e quatro décimos por volta, sendo que aproximadamente 30% desse tempo é perdido nos trechos de alta velocidade.

De acordo com Stella, a maior parte da desvantagem está nas curvas, onde a Mercedes consegue gerar mais carga aerodinâmica. Ainda assim, o desempenho nas retas também preocupa a equipe britânica.

"Quando falamos da nossa diferença para a Mercedes, ela sempre fica entre três e quatro décimos. É principalmente nas curvas, provavelmente 70% nas curvas e 30% nas retas."

O dirigente explicou que a McLaren trabalha com duas hipóteses para justificar essa perda: o excesso de arrasto aerodinâmico do MCL40 ou diferenças na forma de utilizar a unidade de potência Mercedes.

"Esses 30% que perdemos nas retas podem ser devido ao arrasto aerodinâmico adicional em nosso carro, mas também estamos analisando como podemos utilizar melhor a unidade de potência, porque o déficit de velocidade é bastante significativo."

Segundo Stella, a equipe identificou uma perda de aproximadamente um décimo e meio apenas nas retas.

"Você poderá ver que, por exemplo, provavelmente perdemos um décimo e meio, pelo menos um décimo, nas retas, e certamente precisamos investigar por que isso acontece."

O chefe da McLaren afirmou que separar o impacto da aerodinâmica e da unidade de potência não é uma tarefa simples, mas destacou que a parceria com a Mercedes HPP evoluiu ao longo da temporada.

"Fizemos progressos significativos, e a colaboração com a HPP tem sido muito positiva. Agora temos ferramentas melhores graças à ajuda da HPP no seu desenvolvimento, e nossa colaboração é mais eficaz."

Apesar disso, Stella acredita que o principal caminho para reduzir a diferença passa por tornar o carro mais eficiente aerodinamicamente.

"A única coisa que sei, e a única coisa que está sob nosso controle, é que devemos minimizar todas as fontes de arrasto aerodinâmico no MCL40, e é nisso que estamos focados."

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