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Fórmula 1

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F1: Ímola pode retornar ao calendário no lugar do Catar ou de Abu Dhabi, diz site

Circuito italiano surge como alternativa diante das incertezas sobre duas últimas etapas da temporada de 2026

26 ago 2026 - 16h41
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Foto: F1/Divulgação

A Fórmula 1 terá que tomar uma decisão sobre as corridas finais da temporada de 2026 em breve. Devido ao conflito no Oriente Médio, ainda há dúvidas sobre os Grandes Prêmios de Abu Dhabi e do Catar. Agora, de acordo com o Motorsport.com, uma alternativa improvável surgiu: a possibilidade de a Itália se preparar para sediar uma segunda corrida do campeonato.

No dia 29 de novembro, a temporada 2026 da F1 poderá ser concluída com o GP do Catar, mas a corrida poderá não ser realizada em Lusail, como de costume, e sim no circuito Enzo e Dino Ferrari, em Ímola. Uma decisão precisa ser tomada entre o GP da Espanha e o GP do Azerbaijão, quando será necessário determinar se as duas últimas etapas do ano poderão acontecer.

A prova no Catar está marcada para 29 de novembro e Abu Dhabi para 6 de dezembro, porém, a instabilidade no Golfo persiste. Os Estados Unidos e o Irã ainda não chegaram a um acordo definitivo sobre a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz. O prazo está terminando e a janela organizacional para a tomada de decisões está praticamente fechada.

O CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, está trabalhando para encontrar uma maneira adequada de encerrar o campeonato mundial. A possibilidade da corrida em Lusail ou em Yas Marina ser transferida para Ímola não pode ser descartada, seguindo o mesmo caminho do GP do Bahrein, que será realizado na Malásia em 4 de outubro.

Nesse cenário, Imola também poderia recuperar a corrida que foi cancelada em 2023 devido às inundações que devastaram a região. E, caso o plano se concretize, a etapa poderia contar com um orçamento fornecido pelo Catar, que ficaria com toda a campanha organizadora, enquanto a empresa responsável pelo circuito seria responsável pela gestão da prova.

Assim, as receitas de patrocínio e da venda de ingressos ficariam com o promotor do Catar, enquanto Ímola receberia o reembolso dos custos de organização da corrida. Com o acordo, o país manteria sua etapa no calendário, enquanto a Liberty Media teria as 22 provas previstas para o calendário de 2026 e evitaria possíveis multas das emissoras detentoras dos direitos de transmissão.

De forma inesperada, Imola retornaria ao calendário, enquanto Geronimo La Russa, presidente da ACI Itália, se beneficiaria de uma segunda corrida em solo italiano sem precisar gastar. Para Domenicali, seria uma maneira extraordinária de concretizar tudo. Segundo informações divulgadas pelo Motorsport.com, as equipes, por precaução, fizeram reservas provisórias em hotéis na região de Imola.

Contudo, há uma grande incógnita sobre o circuito Enzo e Dino Ferrari: o risco do mau tempo em novembro. A preocupação não seria tanto o frio ou a chuva, mas sim o nevoeiro, com os helicópteros responsáveis pela segurança nos arredores impossibilitados de voar, paralisando as atividades.

Caso o Grande Prêmio do Catar aconteça na Emilia-Romagna, o cronograma do evento será revisado. A classificação e a corrida poderão ser antecipadas para evitar qualquer risco de falta de luz natural, com os dias ficando mais curtos nessa época do ano. Mas, por enquanto, o projeto permanece em segredo e não se fala oficialmente sobre ele.

A esperança é que o presidente dos EUA, Donald Trump, encontre uma solução definitiva para encerrar o conflito que iniciou com o Irã. Mas os italianos possivelmente ficarão entusiasmados com a perspectiva de a disputa pelo campeonato entre Kimi Antonelli e a Ferrari ser decidida em casa.

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