F1: Honda busca otimizar unidade de potência para Mônaco
Fabricante detalha preparação específica para atender às exigências da Aston Martin no circuito de Monte Carlo
A Honda busca otimizar sua unidade de potência para o Mônaco. O engenheiro-chefe da fabricante, Shintaro Orihara, afirmou que foi realizada uma preparação para atender às exigências específicas da Aston Martin no circuito do Grande Prêmio em Monte Carlo. O trabalho ganha mais importância diante das declarações de Fernando Alonso, que apontou a unidade de potência como peça fundamental para a evolução da equipe ao longo da temporada.
O GP de Mônaco é único na Fórmula 1 por muitos motivos, principalmente por ter quase um século de existência. É a única corrida a não percorrer a distância obrigatória de 305 km e seu traçado é 3,2 km abaixo do comprimento mínimo de circuito estabelecido pela FIA. Com as equipes do grid frequentemente próximas, Orihara reconheceu que a Honda precisa encontrar o tipo certo de capacidade de resfriamento da unidade de potência para o próximo fim de semana.
Nesse contexto, a marca japonesa realizou trabalhos na fábrica da Aston Martin antes da etapa, incluindo sessões específicas de interação com o piloto para otimizar a configuração do gerenciamento de energia, buscando alternativas e destacando a importância dos treinos livres para solucionar quaisquer problemas. “O Circuito de Mônaco é muito singular, e nossas unidades de potência exigem uma preparação dedicada para se adaptarem às condições”, explicou Orihara.
O engenheiro também destacou que o trabalho da Honda envolve encontrar um equilíbrio eficiente entre situações de pista livre e de tráfego intenso, fator especialmente importante em Mônaco por conta das características do circuito. Para ele, o comportamento da unidade de potência nessas diferentes condições pode influenciar diretamente o desempenho das Aston Martin ao longo do fim de semana.
Orihara ainda ressaltou que o feedback dos pilotos será fundamental nos ajustes finais. Com grande parte do traçado composta por curvas de baixa velocidade, a dirigibilidade se torna um fator decisivo para transmitir confiança aos pilotos, algo que, de acordo com o engenheiro, pode representar ganhos significativos de tempo por volta.
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