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Fórmula 1

F1: Ferrari vira 3ª força no Japão: O drama de um carro rápido nas curvas, mas sem fôlego nas retas

Mesmo com chassi e aerodinâmica de ponta, a escuderia esbarra em déficit de potência e vê Mercedes e McLaren à frente em Suzuka

28 mar 2026 - 14h31
(atualizado às 14h39)
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SF-26 na pista de Suzuka
SF-26 na pista de Suzuka
Foto: Scuderia Ferrari / Reprodução

No terceiro sábado da temporada, as qualificações em Suzuka ajudaram a completar a ordem de desempenho desta primeira fase do campeonato: novamente, a Ferrari se confirma a meio segundo da Mercedes em volta rápida, mas é rebaixada ao posto de terceira força devido ao crescimento da McLaren no traçado japonês.

A primeira fila é, mais uma vez, inteiramente da Mercedes: Kimi Antonelli aproveita a boa fase e novamente supera George Russell no confronto direto. Mesmo em um circuito menos dependente de potência, é evidente que a diferença entre o W17 e o SF-26 nasce inteiramente do grande déficit de motor entre as duas equipes. No momento, apesar da eficiência do chassi e da aerodinâmica, a Ferrari não consegue compensar a desvantagem para a unidade de potência da rival.

Como na Austrália e na China, a distância da equipe italiana em relação aos concorrentes diretos aumentou entre o Q2 e o Q3 em Suzuka, custando pelo menos uma posição a cada piloto da Ferrari. Olhando o Q1 e o Q2, nota-se que o SF-26 era a segunda força. Porém, no Q3, a vantagem em curva desaparece e, nas retas, os carros italianos não conseguem replicar a entrega de potência do Q2.

"Mais uma vez, na última sessão, tentei forçar um pouco mais. Funcionou em todo lugar, mas infelizmente perdemos três décimos ou um décimo e meio em relação à volta anterior, justamente nas retas do último setor", comentou Charles Leclerc, após terminar o Q3 com o quarto melhor tempo.

A aceleração antecipada na saída da curva 14 forçou o monegasco a uma correção brusca que resultou em uma perda de quase 5 km/h em tração. O piloto usou 2% a mais de bateria devido à patinagem das rodas, perdendo mais de um décimo e meio na reta seguinte. Hamilton teve um problema semelhante, explicando que uma pequena correção na primeira metade da volta comprometeu a entrega elétrica posterior.

Para Charles Leclerc, as curvas de alta velocidade "não existem mais". Seria necessário um corte de mais da metade da potência elétrica em volta rápida para permitir que os pilotos atacassem as curvas sem medo de sofrer com o clipping, o famoso "corte de potência" nas retas.

O veredito: O regulamento pune o risco.

Além do déficit de potência pura, a Ferrari enfrenta outras dificuldades. Pneus: O carro não consegue extrair o máximo de desempenho do pneu novo em comparação ao usado. Sensibilidade ao Erro: Pilotos que buscam o limite extremo, como Leclerc e Verstappen, são os que mais pagam o preço. Qualquer pequena "sujeira" na pilotagem desregula o sistema de entrega de energia.

Fréderic Vasseur, chefe de equipe da Scuderia Ferrari, mencionou um "novo campeonato" a partir de Miami, com a possível implementação do ADUO, mas será fundamental melhorar os problemas ocorridos nas qualificações. Para a corrida, os valores são difíceis de inverter: a Mercedes surge como favorita com uma vantagem de vários décimos, e apenas uma largada excepcional poderia colocar a Ferrari à frente.

O Grande Prêmio do Japão de Fórmula 1 terá sua largada às 2h (horário de Brasília). Charles Leclerc e Lewis Hamilton alinham no grid na quarta e sexta posições, respectivamente.

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