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Fórmula 1

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F1: Fernando Alonso critica novas regras da Fórmula 1 e diz que categoria perdeu a diversão

Espanhol critica gestão de energia, cita Silverstone, Spa e Suzuka e sugere mudanças na potência das baterias da F1.

24 set 2026 - 10h29
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Foto: Reprodução / F1

Fernando Alonso voltou a fazer críticas às novas regras da Fórmula 1 em 2026. Conhecido por não esconder suas opiniões sobre os rumos da categoria, o piloto da Aston Martin questionou a forma como os atuais carros precisam ser conduzidos e afirmou que alguns dos circuitos mais tradicionais do calendário perderam parte da diversão.

As declarações foram dadas antes do Grande Prêmio do Azerbaijão. Para Alonso, a temporada tem apresentado corridas bastante diferentes entre si e a Fórmula 1 precisa aprender com os problemas encontrados ao longo do ano.

“Este ano houve corridas boas e corridas ruins, e acho que precisamos aprender com elas. Talvez em Mônaco, em Budapeste, não sei, tivemos algumas corridas ótimas. Depois tivemos algumas muito ruins”, afirmou o piloto da Aston Martin.

O espanhol também chamou atenção para uma particularidade dos carros de 2026: a necessidade de administrar a energia da bateria durante a volta. Segundo Alonso, a situação cria uma contradição para os pilotos, que precisam reduzir o ritmo em determinados pontos para conseguir ser mais rápidos posteriormente.

“Não existe nenhuma outra categoria do automobilismo em que você precise dirigir devagar para ir rápido”, criticou.

Na avaliação do campeão mundial, uma possível solução seria alterar a forma como a energia elétrica é disponibilizada pelos carros. Alonso defendeu uma redução da potência máxima da bateria para que ela pudesse ser utilizada durante períodos mais longos da volta.

A questão do gerenciamento de energia já havia sido alvo de críticas de Alonso durante a temporada. Em circuitos com longas retas e poucas oportunidades de recuperação de energia, os pilotos precisam escolher cuidadosamente quando utilizar toda a potência disponível.

“Para mim, uma possível solução é reduzir a potência máxima da bateria para utilizá-la por períodos mais longos”, explicou.

O problema, segundo Alonso, ficou especialmente evidente em alguns dos circuitos mais tradicionais da Fórmula 1. O espanhol citou Silverstone, Spa-Francorchamps e Suzuka como exemplos de pistas que, na sua visão, foram prejudicadas pelas características dos novos carros.

“Silverstone, um circuito incrível, já não é divertido. Spa foi quase constrangedor ao passar pela Eau Rouge, Suzuka, a 130R... Há circuitos que foram assassinados este ano”, declarou.

Críticas aos novos carros da F1

A reclamação de Alonso está diretamente relacionada ao novo regulamento técnico da Fórmula 1, que aumentou significativamente a importância da parte elétrica das unidades de potência. Ao longo da temporada, pilotos também relataram dificuldades para administrar a energia em circuitos específicos, especialmente aqueles com longas retas e poucas zonas de frenagem.

Em Silverstone, por exemplo, o gerenciamento de energia se tornou um dos principais assuntos do fim de semana. A própria Honda, fornecedora da Aston Martin, classificou o circuito como particularmente desafiador para a gestão energética, sobretudo nas curvas de alta velocidade.

Alonso, portanto, não defende simplesmente o retorno aos carros de gerações anteriores. Sua principal preocupação está na maneira como a potência elétrica é entregue e no impacto desse sistema sobre a experiência de pilotagem.

O piloto também afirmou que mantém conversas sobre o assunto com Stefano Domenicali, presidente da Fórmula 1, Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, e representantes das equipes. A categoria já anunciou mudanças para os próximos anos com o objetivo de alterar gradualmente o equilíbrio entre a potência elétrica e a proveniente do motor a combustão.

Para Alonso, as experiências de 2026 podem servir como aprendizado para que a Fórmula 1 encontre um equilíbrio entre eficiência tecnológica, competição e a sensação de pilotagem que marcou alguns dos circuitos mais tradicionais da categoria.

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