Berger diz que categorias de base nos monopostos devem ser repensadas
O ex-piloto Gerhard Berger, chefe da Comissão de Monopostos da FIA, acredita que o excesso de categorias de base no automobilismo mundial não é bom para revelar e mostrar verdadeiramente quem são os pilotos com um grande futuro para a Fórmula 1.
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"Não podemos olhar para a F3 Inglesa, por exemplo, e dizer, com certeza, que algum piloto chegará à F1. Hoje em dia, os melhores pilotos estão em tudo quanto é lugar: um na F3, outro na GP3, outro na F-Renault e outro na F-Abarth. Esse sistema não faz o que deveria, que é dar a um piloto talentoso um currículo que possa usar para avançar até a F1", criticou Berger ao InMotion, da FIA.Para Berger, tantas categorias com regulamentos e carros diferentes aumentam o custo financeiro, enfraquecendo o cenário para os jovens pilotos. O austríaco vê na Fórmula 3 a situação mais crítica. A F3 Inglesa já foi a categoria de base mais importante do automobilismo, revelando pilotos como Jim Clark, Jackie Stewart, Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet, Ayrton Senna e Mika Hakkinen."O mais urgente é a F3. Para mim, esta sempre foi a categoria mais importante para jovens pilotos. É ali que podemos ver, pela primeira vez, o quão talentoso um piloto é. Hoje em dia, há muitos campeonatos nacionais, com regulamentos diferentes, sendo que alguns tem apenas oito ou dez carros. Não é a F3 como conhecíamos", analisou.Como resposta, Berger pretende canalizar a F3, além de pensar em uma forma de unificar em termos de regulamentos a GP2, Fórmula 2 e Renault World Series. Entre as propostas do ex-companheiro de Senna na McLaren, está a criação de uma categoria para fazer uma ponte entre o kart e a Fórmula 3.