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Indy: A jornada de Sage Karam contra a depressão após a tragédia de Pocono

Piloto relembra acidente de Justin Wilson em 2015, a luta contra a culpa e como busca ajudar pessoas com sua história de superação

19 mai 2026 - 19h17
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Foto: Joe Skibinski / Penske Entertainment

Onze anos após a trágica etapa da Fórmula Indy em Pocono, em 2015, o piloto americano Sage Karam abriu o coração sobre a profunda depressão e o peso da culpa que carregou após o acidente que tirou a vida de Justin Wilson. Hoje, com a carreira no automobilismo em caráter parcial e dividindo o tempo com novos negócios, Karam quer usar sua longa jornada de recuperação mental para ajudar outras pessoas que enfrentam traumas e batalhas invisíveis.

Em 2015, Sage Karam era um jovem de apenas 20 anos com um futuro promissor no automobilismo. Pilotando pela renomada Chip Ganassi Racing, ele fazia sua temporada de estreia na Indy. Na penúltima etapa do ano, no perigoso oval de Pocono, tudo parecia estar se encaixando: Karam liderava a corrida restando apenas 25 voltas para o fim. No entanto, ao contornar a Curva 1, seu carro saiu de traseira, bateu com violência no muro externo e espalhou destroços pela pista.

Em uma triste ironia do destino, uma grande peça da carenagem de seu carro voou e atingiu em cheio o capacete do piloto Justin Wilson, que vinha logo atrás no pelotão. Wilson sofreu lesões cerebrais massivas e faleceu dias depois, gerando um luto profundo em toda a comunidade do esporte a motor.

Embora o impacto fatal tenha sido uma terrível fatalidade do acaso, o primeiro elo de uma infeliz cadeia de eventos, a associação de seu erro na pista com a morte de um dos pilotos mais queridos do paddock mergulhou Karam em uma grave espiral de depressão. "Fui para Sonoma (na semana seguinte a Pocono) e, obviamente, não me sentia nada bem", revelou Karam à revista RACER. "Eu estava muito aéreo e emotivo, mas sabia que precisava estar lá para apoiar a equipe. Pensando bem, eu provavelmente não estava nem perto de estar pronto para os olhos do público das corridas."

Na época, o choque e a juventude tornaram o fardo ainda mais pesado para ele, que sequer sabia como se aproximar da família do piloto britânico. "Eu queria entrar em contato com a família, mas ainda era muito cedo. Eu conhecia o Stef (Stefan Wilson, irmão de Justin), ele sabia que eu estaria sofrendo com tudo isso e me procurou, o que foi um gesto gigante. Mas eu senti que, se a família algum dia quisesse falar comigo, teria que ser nos termos deles", explicou Karam. "Eu era tão jovem naquela época que não sabia o que era certo ou errado. Eu só queria respostas que, na verdade, ninguém tinha."

Atualmente, Karam reconstruiu a própria vida. Sem o grande orçamento necessário para bancar uma temporada completa na Indy ou nas 500 Milhas de Indianápolis, ele passou a conciliar as pistas com o mundo dos negócios. Hoje ele administra uma empresa de paisagismo, investe no mercado imobiliário e faz corridas pontuais na NASCAR.

Para Karam, estar bem hoje "é algo enorme, porque por muito tempo ele não esteve". Ao quebrar o silêncio e expor suas cicatrizes e o longo caminho desde aquele dia fatídico de 2015, o piloto espera encorajar outros a buscarem ajuda. Transformando o peso da culpa em propósito, sua mensagem é clara: é possível sobreviver à escuridão da depressão e reencontrar a paz, mesmo quando as respostas parecem não existir.

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