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Automobilismo

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Fórmula E usa GEN4 para aproximar jovens da tecnologia

Plataforma criada em parceria com o PIF reúne conteúdos interativos sobre STEM, sustentabilidade e carreiras ligadas à mobilidade do futuro

14 ago 2026 - 11h23
(atualizado às 11h24)
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Estudantes participam de atividade do Driving Force
Estudantes participam de atividade do Driving Force
Foto: Divulgação / Fórmula E

Em parceria com o PIF (Public Investment Fund), fundo soberano da Arábia Saudita responsável por investimentos estratégicos voltados à diversificação da economia do país, a Fórmula E anunciou nesta sexta-feira, 14, a expansão do Driving Force Presented by PIF, programa educacional que utiliza o automobilismo elétrico como ferramenta para aproximar jovens das áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, conhecidas pela sigla STEM.

A principal novidade é uma nova plataforma online que reúne conteúdos educativos voltados para estudantes, pais e professores. A proposta é transformar o aprendizado em uma experiência mais interativa, com desafios, quizzes, jogos e recompensas para os jovens, além de materiais pedagógicos e planos de aula para educadores.

O projeto também pretende apresentar aos estudantes as possibilidades profissionais relacionadas à tecnologia, à sustentabilidade e à mobilidade do futuro. A iniciativa parte de um desafio identificado pela própria indústria: embora muitos jovens demonstrem interesse por carreiras em STEM, uma parcela ainda não conhece as oportunidades disponíveis nessas áreas.

Segundo dados da Engineering UK citados pelo programa, oito em cada dez pais acreditam que seus filhos têm interesse em seguir uma carreira ligada a STEM. Entre os estudantes, porém, apenas 32% afirmam conhecer suficientemente as profissões disponíveis no setor.

Lançado em abril de 2025, durante a temporada 2024/25 da Formula E, o Driving Force já alcançou 111,2 mil jovens em mais de 1.100 escolas nos Estados Unidos, na Arábia Saudita e no Reino Unido.

Até então, o programa funcionava por meio de workshops presenciais, conteúdos conduzidos por professores e materiais de aprendizagem online. Agora, a intenção é ampliar esse alcance com uma plataforma digital única, que possa ser acessada por diferentes públicos e em diferentes lugares.

A escolha do GEN4, carro que fará sua estreia nas pistas da temporada 2026/27, não é por acaso. O monoposto será o ponto central dos primeiros conteúdos da nova plataforma e servirá como uma espécie de porta de entrada para explicar aos jovens conceitos relacionados à engenharia, tecnologia e sustentabilidade.

Na prática, o carro deixa de ser apenas um objeto de competição e passa a funcionar como uma ferramenta educacional. A partir dele, os estudantes podem conhecer não apenas o que acontece durante uma corrida, mas também o trabalho necessário para colocar um carro elétrico na pista, e as diferentes profissões envolvidas nesse processo.

A iniciativa acompanha uma transformação que já acontece dentro do próprio automobilismo. Com o avanço da eletrificação, da inteligência tecnológica e das discussões sobre sustentabilidade, as categorias passaram a depender cada vez mais de profissionais de diferentes áreas para desenvolver seus carros e operações.

Na Fórmula E, essa relação é ainda mais evidente. Criada como um campeonato exclusivamente de carros elétricos, a categoria se tornou um laboratório para tecnologias relacionadas à mobilidade elétrica. Ao levar esse universo para dentro das escolas, o Driving Force tenta transformar a curiosidade provocada pelo automobilismo em uma oportunidade de aprendizado.

“Ao colocar o inovador carro GEN4 no centro dos nossos novos conteúdos, estamos aproximando o automobilismo de alto nível das salas de aula”, afirmou Julia Palle, vice-presidente de Sustentabilidade da Formula E.

Para Mohamed AlSayyad, Head of Corporate Brand do PIF, a expansão do programa também reforça o compromisso do fundo com o crescimento do automobilismo elétrico e com a formação relacionada à sustentabilidade.

A proposta do Driving Force evidencia uma das possibilidades do esporte a motor para além do entretenimento. Quando colocado em contato com educação, tecnologia e sustentabilidade, o automobilismo pode funcionar como uma porta de entrada para áreas que, muitas vezes, parecem distantes da realidade dos jovens.

Um carro de corrida pode despertar o interesse de alguém por velocidade. Mas, por trás dele, existe uma cadeia inteira de conhecimentos, como engenharia, programação, análise de dados, design, física, química, comunicação e gestão.

É justamente essa ponte que a Fórmula E pretende fortalecer com a nova plataforma. Ao transformar o GEN4 em protagonista de jogos, desafios e atividades educacionais, a categoria tenta mostrar que o futuro do automobilismo não está apenas no que acontece quando as luzes se apagam para a largada, mas também nas pessoas que estarão por trás das tecnologias que farão essas corridas acontecerem.

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