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Automobilismo

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Fórmula E: Porsche pode ter acelerado entrada da Fortescue Zero na Gen4

Movimentação da fabricante alemã por uma segunda equipe de fábrica teria influenciado os planos da empresa para a nova geração da categoria

18 set 2026 - 10h25
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Fortescue Zero assumirá a estrutura da Penske e disputará a Gen4 como equipe cliente da Jaguar
Fortescue Zero assumirá a estrutura da Penske e disputará a Gen4 como equipe cliente da Jaguar
Foto: Divulgação / Fórmula E

A entrada da Fortescue Zero na Fórmula E já está definida. O que ainda chama atenção nos bastidores é o motivo pelo qual a negociação com a Penske ganhou velocidade justamente durante a reta final da temporada 2025/26. Segundo o FE Notebook, uma das possíveis razões está em outra movimentação do grid: a decisão da Porsche de adquirir uma licença para uma segunda equipe de fábrica.

A informação adiciona uma nova camada à chegada da Fortescue Zero ao campeonato. A empresa assumirá a operação da Penske na próxima temporada e será uma equipe cliente da Jaguar, mas a estrutura não terá participação societária da fabricante britânica. O acordo e os detalhes da operação já foram explicados pelo Parabólica em uma matéria publicada recentemente.

LEIA TAMBÉM: Fórmula E: Fortescue Zero fecha acordo para assumir a Penske

De acordo com o FE Notebook, a Porsche adquiriu a licença para uma segunda equipe de fábrica no segundo semestre de 2025. A movimentação ganhou relevância diante da estrutura da Stellantis, que contará com Citroën e Opel no grid da Gen4. Nesse cenário, a Fortescue teria enxergado uma oportunidade para ampliar sua presença na Fórmula E por meio da parceria com a Jaguar e da aquisição da estrutura da Penske.

A movimentação, porém, também coloca a nova equipe sob maior atenção. A FIA estabeleceu regras mais rígidas para a Gen4 com o objetivo de preservar o equilíbrio esportivo entre os participantes, principalmente em relação às estruturas que possuem vínculos técnicos próximos. Segundo o FE Notebook, uma fonte bem posicionada afirmou que a entidade ficou descontente ao tomar conhecimento da aquisição da Penske pela Fortescue Zero durante o ePrix de Londres.

A principal questão não está na propriedade das equipes. Jaguar e Fortescue não possuem participação societária uma na outra e a nova estrutura será oficialmente classificada como cliente da fabricante britânica. O ponto de atenção está na proximidade operacional entre os projetos, já que a Fortescue Zero deverá utilizar as mesmas instalações da Jaguar TCS Racing em Kidlington, no Reino Unido.

A relação entre as duas empresas, no entanto, não começou agora. A Fortescue Zero incorporou a Williams Advanced Engineering, empresa que trabalha com a Jaguar desde a entrada da fabricante na Fórmula E. A parceria envolveu o desenvolvimento do programa elétrico da Jaguar e, com a chegada da Gen4, a relação ganhará uma nova configuração, com a Fortescue passando também a operar uma equipe cliente equipada com tecnologia Jaguar.

A Fórmula E já possui um precedente para esse tipo de relação. Em 2023, a Envision conquistou o campeonato de equipes utilizando o trem de força fornecido pela Jaguar e terminou à frente da própria equipe oficial da fabricante. O resultado mostrou que uma equipe cliente pode competir diretamente com a estrutura de fábrica, mas também evidenciou a necessidade de preservar uma separação clara entre os projetos para evitar qualquer vantagem indevida.

Além da Fortescue, a própria Porsche mantém uma questão em aberto para a Gen4. A fabricante alemã adquiriu uma segunda licença, mas ainda não revelou completamente como pretende utilizá-la ou qual será a estrutura de sua nova operação. Segundo o FE Notebook, uma definição sobre o projeto pode estar próxima, o que adicionaria mais uma peça ao complexo equilíbrio entre fabricantes, equipes clientes e fornecimento de tecnologia que será formado na próxima geração da Fórmula E.

Com a Gen4 se aproximando, a disputa não ficará restrita ao desempenho dos novos carros. A forma como fabricantes distribuem tecnologia, estabelecem parcerias e ampliam sua presença no grid também será acompanhada de perto pela FIA. No caso da Fortescue Zero, a entrada por meio da Penske pode ter sido acelerada por esse novo cenário, mas caberá às estruturas envolvidas demonstrar, dentro e fora das pistas, que a proximidade entre os projetos não comprometerá o equilíbrio esportivo da categoria.

Fonte: FE Notebook
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