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F1: Chefe da Aston Martin critica motores da Honda: 'Não teríamos assinado se soubéssemos disso'

Aston Martin nasceu com problemas e não deve completar GP da Austrália por risco de lesão permanente nos pilotos

6 mar 2026 - 10h22
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O momento turbulento da Aston Martin ganhou mais um capítulo na coletiva de imprensa desta sexta-feira, em Melbourne, na Austrália, em meios aos treinos livres para o GP da Austrália de Fórmula 1, prova que marca o início da temporada 2026. Adrian Newey, chefe da escuderia, foi incisivo quando questionado sobre a Honda e o motor que eles vêm utilizando.

Ele disse que a montadora deve "começar a trabalhar no motor de 2027" e admitiu que, se soubesse do cenário atual (em relação à qualidade do motor) "não teria assinado com eles".

Na conversa com os jornalistas, Newey comentou sobre a falta de peças após a participação dos carros da Aston Martin no primeiro treino livre realizado no circuito de Albert Park.

"Estamos com problema contínuo de bateria (segundo o gestor, apenas duas estão disponíveis para esse fim de semana), por assim dizer, com a comunicação interna entre a bateria e seu sistema de gerenciamento. Mas o problema subjacente, muito mais profundo, são as questões de vibração com as quais ainda estamos lidando", afirmou.

Newey disse que a equipe precisa agora administrar o problema ao ser indagado sobre a expectativa da equipe para o treino classificatório e a corrida, que está programada para acontecer na madrugada deste domingo, à 1h (horário de Brasília), na Austrália.

"Daremos 30 voltas em cada carro e 60 na corrida, ou o que for (projetou). Temos pouquíssimas baterias. Só nos restam duas, as duas que cada carro tem. Se perdermos uma, obviamente, será um grande problema. Portanto, temos de ter muito cuidado com o uso das baterias", disse.

E os problemas narrados por Newey se refletiram nas pistas. No TL1, Fernando Alonso sequer saiu dos boxes. Sobre a questão, a Honda informou que havia uma suspeita de problemas na unidade de potência do carro do bicampeão do mundo. Lance Stroll também teve dificuldades e deu apenas três voltas na pista.

Questionado se esse é um dos momentos mais difíceis de sua carreira na Fórmula 1, Newey disse que a falta de sintonia com a Honda não deixa muitas opções de melhora, pelo menos por enquanto, para a Aston Martin reagir.

"Acho que me sinto um pouco impotente porque, claramente, temos um problema muito significativo com a unidade de potência. E a falta de testes significa que, ao mesmo tempo, não estamos descobrindo nada sobre o carro", afirmou.

Carro pode oferecer risco de lesão permanente aos pilotos

A Aston Martin informou, na manhã desta quinta-feira, em Melbourne, que os pilotos Fernando Alonso e Lance Stroll terão um número de voltas limitadas e não vão completar a prova do GP da Austrália, corrida que abre a temporada de Fórmula 1 neste domingo. De acordo com o projetista Adrian Newey, a unidade de potência Honda da equipe causa vibrações que podem lesionar as mãos dos pilotos, o que motivou a decisão da equipe.

"Essa vibração (transmitida pela unidade de potência Honda) para o chassi está causando alguns problemas de confiabilidade. Espelhos e lanternas traseiras que se soltam do carro, esse tipo de coisa, que estamos tendo que resolver. Mas o problema muito mais significativo é que essa vibração acaba sendo transmitida para os dedos do piloto", afirmou Newey.

"Fernando (Alonso) acha que não pode dar mais de 25 voltas consecutivas antes de correr o risco de sofrer danos permanentes nos nervos das mãos. Lance (Stroll) acha que não pode dar mais de 15 voltas antes de atingir esse limite. Teremos que restringir bastante o número de voltas até resolvermos a origem da vibração - e melhorarmos a vibração na sua origem", completou o projetista.

Estadão
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