Chefe da McLaren explica "coincidência infeliz" no GP da China
Equipe enfrenta falhas graves que impedem seus pilotos de largar e expõe crise técnica inesperada na temporada.
A McLaren viveu um fim de semana para esquecer no GP da China, disputado no último domingo (14), em Xangai. Atual bicampeã de construtores da Fórmula 1, a equipe viu seus dois pilotos, Lando Norris e Oscar Piastri, sequer largarem, em um cenário que expôs uma crise técnica inesperada.
Os problemas começaram ainda antes da corrida. No carro de Norris, uma falha no sistema elétrico da unidade de potência impediu qualquer tentativa de funcionamento. A equipe chegou a tentar reprogramações e ajustes externos, mas o defeito era interno e irreversível.
Do outro lado da garagem, Piastri até conseguiu alinhar no grid, mas enfrentou um problema semelhante. O carro simplesmente não ligou no momento da largada, frustrando qualquer chance de participação na prova.
O episódio evidenciou fragilidades nas novas unidades de potência de 2026, especialmente na parte elétrica, que agora representa metade da potência total dos carros.
Após a corrida, o chefe de equipe Andrea Stella classificou o ocorrido como uma coincidência rara, mas adotou um tom mais crítico ao comentar a relação com a fornecedora dos motores.
A message from Andrea following the Chinese GP #McLarenF1 | #ChineseGP pic.twitter.com/2Cfn5xsS7t
— McLaren Mastercard Formula 1 Team (@McLarenF1) March 15, 2026
"Esta é uma área do carro que não está no controle da equipe. Confiamos nas informações recebidas, mas parece que há um entendimento maior por parte da fabricante que não foi totalmente compartilhado", afirmou.
A declaração expõe um possível desconforto nos bastidores e levanta dúvidas sobre a integração entre os componentes do carro.
O abandono duplo também teve impacto direto na classificação do campeonato. A McLaren segue distante das primeiras posições e vê concorrentes abrirem vantagem logo no início da temporada.
A próxima etapa será o GP do Japão, em Suzuka, onde a equipe tenta reagir e entender a origem dos problemas que comprometeram completamente seu desempenho na China.
O episódio liga um sinal de alerta em uma equipe que, até pouco tempo, era referência de estabilidade técnica na Fórmula 1.