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Derrota do Atlético-MG para o Vitória-BA escancara falta de preocupação da diretoria e dos donos do clube mineiro

Diego Milito teve diversos problemas para escalar o time e mandou um onze inicial muito desfalcado a campo. Entre lesionados, convocados e suspensos, o Galo não pôde contar com mais de cinco jogadores para a partida e isso definitivamente prejudicou a performance.

21 jun 2024 - 07h06
(atualizado às 10h51)
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Sergio Coelho, presidente do Atlético-MG.
Sergio Coelho, presidente do Atlético-MG.
Foto: Flickr/Atlético-MG / Esporte News Mundo

O Atlético-MG foi superado por 4×2 pelo Vitória-BA na última quinta-feira (20) em jogo válido pela décima rodada do Campeonato Brasileiro. Diego Milito teve diversos problemas para escalar o time e mandou um onze inicial muito desfalcado a campo. Entre lesionados, convocados e suspensos, o Galo não pôde contar com mais de cinco jogadores para a partida e isso definitivamente prejudicou a performance.

Mais do que o peso dos desfalques, o resultado evidenciou a falta de capacidade da diretoria e dos donos do Atlético em montar um elenco competitivo para a temporada. Depois de um ano extremamente abaixo das expectativas em 2023, o Galo pouco fez para reforçar o time e segue com dificuldades para superar adversidades. A diferença de qualidade entre os jogadores titulares e aqueles que sentam no banco se torna ainda mais preocupante quando Milito é obrigado a escalar um time alternativo, como foi o caso do jogo em Salvador.

O comandante argentino não contou com os atacantes Hulk e Paulinho, expulsos na partida diante do Palmeiras. Otavio ficou fora por lesão e Vargas, Arana e Alan Franco estão convocados para a Copa América. O grupo fez muita falta e mostrou que os reservas não são capazes de suprir a ausência.

Milito optou por escalar no ataque uma dupla de jovens que originalmente joga pelos lados (Cadu e Alisson) ao invés do centro-avante Alan Kardec. O veterano, que chegou ao time como esperança de bolas na rede, ainda não marcou gols em 2024 e até hoje não justificou sua contratação. Na defesa, o argentino seguiu com Battaglia, volante de ofício, e deixou os zagueiros Rabello e Lemos no banco. Rômulo foi titular e teve péssima atuação jogando em uma linha que também contava com o lateral Saravia.

A janela de transferências abre em poucas semanas e o único reforço já anunciado pelo Atlético é Bernard. A diretoria adota uma postura de fazer poucos movimentos para trazer novos jogadores, mesmo com a evidente necessidade que é demonstrada jogo após jogo. Desde que foi anunciada a transformação para SAF, os investidores liderados por Rubens Menin passaram a focar em uma tentativa de redução de dívidas e chegaram no número de R$ 1,4 bilhão em maio de 2024. O valor significou uma queda de R$ 700 milhões desde novembro do ano anterior.

Mesmo com o trabalho nos bastidores, a parceria SAF-diretoria ainda não gerou resultados positivos dentro de campo. Na verdade, a realidade é bem diferente. O elenco com nível muito abaixo dos concorrentes prejudica o Atlético na tentativa de disputar títulos e o Galo parece estar longe de ser capaz de chegar ao final do ano com chances de participar da corrida pelos troféus. A Copa América ja tinha data marcada muito antes do início da temporada e, mesmo assim, a SAF optou por não reforçar o time sabendo que poderia sofrer com convocações.

O grupo de donos chegou ao Galo em 2021 ainda como investidor para montar o súper time que se tornou campeão de três campeonatos. Desde então, mesmo com bilhões de reais de patrimônio, fez poucos investimentos no futebol e ainda não convenceu a torcida de que é capaz de controlar as ações do clube mineiro. As próximas semanas serão fundamentais para os donos e diretoria mostrarem se estão dispostos a lutar por melhores resultados no Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores.

Esporte News Mundo
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