Hazard judoca e Lukaku "gato": 9 bons causos do elenco belga
Sabia que Hazard se arriscou no judô? Que Van Buyten já foi vítima de golpe bancário? Ou que tios de Januzaj lutaram no Kosovo?
Bons de bola, mas ainda melhores de histórias. Nos rastros da geração dourada da Bélgica, em busca da semifinal da Copa do Mundo neste sábado, há causos curiosos que ajudaram a moldar um time repleto de personalidade, talento e capaz de se superar. Eden Hazard, que enfrenta a defesa argentina no Estádio Mané Garrincha, é um desses casos.
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Ainda criança, ele praticou judô e retirou ensinamentos que auxiliam dentro de campo. Caçado pelos marcadores, Hazard sabe a maneira ideal de atirar o corpo no chão sem danificar seus membros. Também foi assim, em outros esportes, que Fellaini aperfeiçoou sua resistência como um projeto de maratonista, e que Courtois fez bloqueios como um aspirante ao vôlei.
Mais abaixo, leia sobre essas e outras histórias curiosas, mas nenhuma tão dramática quanto a da família Januzaj, envolvida pela guerra entre Kosovo e Iugoslávia há duas décadas.
Leia mais na sequência:
Hazard aprendeu a cair graças aos treinos como judoca
Impressionados como um pequenino de 1,70 m pode ser tão ágil, forte e valente, jornalistas ingleses questionaram Eden Hazard a respeito do tema. A chegada ao Chelsea era recente e eles se surpreenderam com a resposta. "Tenho uma certa luz sobre meus pés. Lutei judô quando criança e sei como cair", disse.
Para a mãe de Hazard, entretanto, há outra explicação. Ela foi jogadora profissional, a exemplo do pai do jogador, e chegou a atuar quando estava grávida de três meses. "Eden marcou seu primeiro gol antes mesmo de nascer", brinca Carine.
Lille pensou que Lukaku, filho de congoleses, era "gato"
O fato de ser muito maior que os garotos de sua idade já trouxe constrangimentos a Romelu Lukaku. Depois de alguns testes, o Lille-FRA indicou que o atacante de 14 anos poderia ter, na realidade, 17 anos. A desconfiança do clube francês revoltou Roger Lukaku, pai do centroavante, que desfez qualquer chance de negócio imediatamente.
Roger, por sinal, é uma espécie de tutor da carreira do filho. Foi ele quem aconselhou Romelu a recusar convocações do Congo e defender a Bélgica e também foi ele que trocou farpas públicas com José Mourinho. O pai do centroavante belga já foi até preso por 11 dias em função de violência doméstica contra a namorada.
Guerra do Kosovo moldou história da família Januzaj
Antes que Adnan Januzaj nascesse em 1995, sua família passou por verdadeira provação. Em função da guerra contra a Iugoslávia, sua mãe foi deportada para a Turquia e seu pai fugiu do recrutamento para lutar pelo exército iugoslavo.
Enquanto os tios paternos Januz e Shemsedin lutaram pela independência do país, Adnan nasceu em Bruxelas quando a família já havia se reconstituído em território na belga. Destaque do Manchester United e cobiçado por várias seleções, o meia chegou a declarar desejo de defender o Kosovo, mas o fato de o país não ser filiado à Fifa impediu sua escolha.
Jovem sensação, Chadli jogou com nome falso para despistar olheiros
Ele se chama Nacer Chadli, mas aos 16 anos chegou a jogar com o pseudônimo de "Kaliffe". Com origens marroquinas, o meia se transferiu da Bélgica para a Holanda para atuar no pequeno clube AGOVV Apeldoorn. Foi lá que Ted van Leeuwen teve a ideia maluca: "tinha tanto medo de que os clubes grandes soubessem e o levassem embora que mandei a campo com esse apelido", justificou o treinador.
Fellaini corria até 10 quilômetros quando criança e sonhava em ser maratonista
Quando tinha apenas dez anos, Marouanne Fellaini atraiu a atenção dos olheiros do Anderlecht, mas eles esbarraram em uma dúvida da família. "Ele era muito bom em eventos de longa distância e seu objetivo era ser um corredor", diz Paul Schraepen, líder da academia da equipe na época. Segundo relatos da época, o meio-campista corria até 10 quilômetros de casa à escola.
Família de Courtois também é especialista em bloqueios, mas no vôlei
Ainda criança, Thibaut Courtois se dividia entre ser lateral esquerdo ou jogador de vôlei. Seria até mais natural que optasse pelo segundo esporte, já que seus pais jogaram profissionalmente. Valérie Courtois, sua irmã, também é sucesso como líbero no vôlei belga. Já ele, por sorte dos fãs, optou por ser goleiro e se tornou um dos maiores do mundo.
Capitão em dois times, Kompany fala cinco idiomas e tem obsessão por estudar
Com sangue congolês, o capitão Vincent Kompany é o ponto de equilíbrio no vestiário da Bélgica. Em um país onde há diversas etnias e até mais que um idioma, ele se destaca - e fala cinco deles, do flamenco ao francês. Graduado e estudante de gestão de negócios, tem fama de não deixar os livros por nada e frequentar aulas até nos dias seguintes às partidas. Kompany já comprou até um clube de futebol.
Van Buyten já foi vítima de golpe bancário na Inglaterra
Há exatamente uma década, Daniel Van Buyten e outros dois colegas de Manchester City foram vítima de um golpe bancário que retirou mais de 350 mil libras (R$ 1,3 milhões na cotação atual) de suas contas. Dois anos depois, os responsáveis pelo crime acabaram detidos, com pena máxima de dois anos e meio em regime fechado.
Talismã do ataque, Origi integra família de jogadores
Filho de pai queniano, mas belga, Divock Origi optou por jogar pelo país onde nasceu. Seu primo, Arnold, resolveu ser o goleiro da seleção do Quênia. O pai de Origi, Mike, atuou no futebol belga e também defender as cores quenianas. Os três tios - Austin, Gerald e Anthony - do atacante que surpreende nesta Copa do Mundo também foram profissionais na África.