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COL diz que impediu 11 invasões de campo na final da Copa

11 ago 2014
17h48
atualizado às 18h35
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Um total de 12 pessoas tentou invadir o gramado do Maracanã na final da Copa do Mundo, entre Alemanha e Argentina, em 13 de julho, mas apenas um obteve êxito. A revelação foi feita pelo chefe de segurança do Comitê Organizador Local (COL), Hilário Medeiros, durante encontro com a imprensa na manhã desta segunda-feira, quando a entidade apresentou números mais consolidados do evento.

<p>Torcedor invade o gramado durante partida final da Copa, entre Alemanha e Argentina, no Estádio do Maracanã. Rio de Janeiro</p>
Torcedor invade o gramado durante partida final da Copa, entre Alemanha e Argentina, no Estádio do Maracanã. Rio de Janeiro
Foto: Fernando Dantas / Gazeta Press

"Desde antes de o jogo começar já tínhamos gente tentando invadir", disse. Apenas um conseguiu burlar a segurança do gramado, mas foi rapidamente controlado. Segurança nos estádios é um dos legados que o COL garante ter deixado para o Brasil pós-Copa. Embora o País tenha visto cenas de violência em Santos e Porto Alegre no último fim de semana, Hilário acredita que isso vai mudar em breve. "O Ministério do Esporte está trabalhando em projetos para que seja - cada vez -mais fácil identificar quem briga", contou.

Nos 12 estádios utilizados no Mundial, isso já é uma realidade. As câmeras já são de alta definição e os centros de controle já podem planejar melhor cada jogo. "Câmera com capacidade de identificação facial", afirmou Hilário. No total, 20 mil seguranças privados foram treinados antes da Copa do Mundo e vão poder trabalhar nas novas arenas e em estádios utilizados no Brasil.

Hilário disse que os organizadores vão precisar cada vez mais trabalhar em conjunto com as autoridades para diminuir os riscos. "É preciso a cada jogo fazer uma avaliação de risco, saber quem são as torcidas, por onde vêm, por onde entram, que efetivo é necessário", comentou, lembrando que quatro seleções da Copa eram consideradas de alto risco (excluiu a Argentina) e disse que em caso de final Brasil x Argentina a segurança nas arquibancadas seria aumentada.

Otimista, Ricardo Trade, presidente do COL, afirma que já começa a ver mais famílias voltando a frequentar os estádios depois do Mundial e, pessoalmente, não crê que a venda de bebida alcóolica nas arenas (proibida ainda no Brasil, mas liberada durante o Mundial), seja um problema. "Veja o Botafogo no Engenhão. Os torcedores ficavam bebendo no entorno até cinco minutos antes do jogo e queriam entrar todos juntos e claro, isso sempre poderia dar confusão".

Fonte: Terra
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